27 de janeiro de 2026
Politica

Quem é Luiz Osvaldo Pastore, empresário que bancou avião para Toffoli e já fez doação a 24 políticos

BRASÍLIA – O empresário Luiz Osvaldo Pastore, que reuniu em seu jatinho particular o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o advogado Augusto de Arruda Botelho, financia campanhas da esquerda à direita. A carona dada a um grupo de amigos tinha como destino a cidade de Lima, no Peru, onde, no último dia 29, o Flamengo foi campeão da Libertadores sobre o Palmeiras, time dos tripulantes.

Luiz Osvaldo Pastore
Luiz Osvaldo Pastore

A conveniência do encontro motivou uma série de críticas à conduta do magistrado, que dois dias depois, colocou sob sigilo os autos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que mira executivos do Banco Master e, principalmente, o seu presidente, Daniel Vorcaro. Um dos beneficiados pela medida é Luiz Antônio Bull, diretor da instituição financeira e cliente de Botelho.

Ao se justificar a interlocutores, Toffoli afirmou que é amigo de Pastore há anos. Suplente de senador pelo MDB, o empresário, apesar de discreto, é influente na política e se notabilizou por fazer doações a políticos. A maior parte delas para candidatos de centro, mas também já contemplou esquerda e direita.

Desde 2020, ele desembolsou R$ 3,4 milhões para financiar a campanha de 24 candidatos e de cinco diretórios partidários. Um dos agraciados foi o próprio Botelho, que em 2022, recebeu R$ 300 mil do amigo para sua campanha de deputado federal pelo PSB com uma plataforma de esquerda e crítica á operação Lava Jato. O advogado não foi eleito.

Flávia Peres, ministra-chefe da Secretaria de Governo no mandato de Jair Bolsonaro, concorreu ao Senado naquele mesmo ano, quando recebeu R$ 380 milhões de Pastore, seu suplente. Ela é casada com Augusto Ferreira Lima, diretor do Master e um dos alvos da PF. Não se elegeu.

Pastore tem negócios no ramo de importação e na indústria de transformação. Em 2022, declarou um patrimônio superior a R$ 450 milhões. Paulista radicado no Espírito Santo, ele mantém vínculo com os dois Estados. No ano passado, doou R$ 150 mil para a campanha de reeleição do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e em 2022, R$ 100 mil para o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB).

As passagens do empresário pelo Senado foram breves e sempre como suplente. Em 1994, substituiu Gerson Camata (MDB-ES) entre 2002 e 2003. Duas décadas mais tarde, assumiu temporáriamente no lugar de Rose de Freitas (MDB-ES) em 2019 e 2022.

 

 

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