27 de janeiro de 2026
Politica

Ministra do TST diz que já teve funcionária no gabinete vítima de violência doméstica

A ministra Delaíde Alves, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), afirmou nesta terça-feira, 9, que já teve uma funcionária no gabinete que foi vítima de violência doméstica. A magistrada deu a declaração durante uma palestra sobre direitos das mulheres, em um seminário no Superior Tribunal Militar (STM).

“Tive no meu gabinete, em uma época, uma moça que às vezes chegava para trabalhar de lenço no cabelo, todo amarrado. A funcionária do Recursos Humanos do meu gabinete descobriu que era violência doméstica, que ela sofria em casa antes de ir para o trabalho. Ela ficava toda machucada e colocava aquele lenço para não faltar ao trabalho”, afirmou Alves, ministra do TST há 14 anos, durante o evento “77 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, no STM.

Em seguida, a magistrada afirmou que violências contra mulheres “acontecem muito perto da gente”, e ressaltou que vítimas de feminicídios também são escolarizadas e exercem profissões prestigiadas.

“Essas mulheres que morrem todo dia não são analfabetas, semianalfabetas, da zona rural, que não assistem ao noticiário e não sabem o risco que correm. São universitárias, têm mestrado, são médicas, advogadas, juízas, promotoras”, disse a ministra, acrescentando: “Às vezes precisamos insistir no óbvio”.

Ministra Delaíde Alves, do TST
Ministra Delaíde Alves, do TST

Em São Paulo, mulher teve pernas amputadas após ser arrastada por 1 km

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma tentativa de feminicídio contra uma mulher de 31 anos que foi atropelada e arrastada por um quilômetro, na zona norte de São Paulo, na manhã do último sábado, 29.

Mãe de duas crianças, Tainara Souza Santos foi socorrida em estado grave e precisou amputar as duas pernas. O caso foi citado nos últimos dias pelo presidente Lula (PT) e pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o Ministério da Justiça, houve 2,7 mil tentativas de feminicídio no País entre janeiro e setembro deste ano, um aumento de 26% em relação a 2024. Pelo menos 1.075 mulheres foram mortas por feminicídio.

 

 

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