14 de fevereiro de 2026
Politica

Correios têm maior número de novas ações trabalhistas no TST e rombo no caixa pode aumentar

Com um rombo bilionário, os Correios são a empresa com o maior volume de novos processos no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nos últimos dois anos, com cerca de 18 mil ações. A estatal, que busca R$ 8 bilhões para fechar as contas mesmo após pegar R$ 12 bilhões emprestados, pode ter de arcar com ainda mais despesas, a depender das decisões da instância máxima da Justiça trabalhista.

Procurada, a companhia afirmou: “Conforme previsto no plano de reestruturação, os Correios estão aprimorando os controles e critérios relacionados aos passivos judiciais”.

Entre janeiro e outubro de 2025, os Correios integraram 8,5 mil novos processos trabalhistas no TST, segundo um levantamento da Coluna do Estadão. Desse total, 5,6 mil foram apresentados pela própria estatal contra decisões de instâncias inferiores, e 2,9 mil foram movidos por trabalhadores contra a empresa. Ao longo de 2024, outras 9,3 mil ações na Corte citam os Correios.

A lista das empresas com mais processos no TST em 2024 e 2025 é completada por Bradesco, Petrobras, Santander e Itaú Unibanco. Veja o ranking:

  1. Correios – 17,8 mil ações;
  2. Bradesco – 15,4 mil ações;
  3. Petrobras – 14,2 mil ações;
  4. Santander – 12,7 mil ações;
  5. Itaú Unibanco – 10,9 mil ações.

Correios precisam captar R$ 8 bilhões para fechar contas

Nessa segunda-feira, 29, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o plano de reestruturação da companhia prevê captar R$ 20 bilhões e que ainda há necessidade de um aporte de R$ 8 bilhões para fechar a conta. Segundo ele, ainda será definido se essa captação terá participação do Tesouro Nacional.

A estatal assinou, na última sexta-feira, um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O financiamento terá prazo de pagamento de 15 anos, com taxa de juros próxima à Selic. A operação recebeu aval do Tesouro Nacional há pouco mais de uma semana, após uma tentativa frustrada de aprovação no início de dezembro.

Com prejuízo acumulado superior a R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025 e déficits recorrentes desde 2022, os Correios buscam reequilibrar suas contas.

Outra aposta da empresa para reduzir o rombo é um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que será aberto em janeiro de 2026. A estatal projeta uma adesão de até 15 mil empregados e uma economia anual de R$ 2,1 bilhões.

Central de Distribuição do Correio da Zona Sul de São Paulo
Central de Distribuição do Correio da Zona Sul de São Paulo

 

 

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