12 de janeiro de 2026
Politica

Bolsonaristas puxam trend ‘Tchau Querido’ após prisão de Maduro

A polarização entre os políticos brasileiros de direita e esquerda foi acentuada neste sábado, 3, após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Os bolsonaristas puxaram a trend “tchau, querido”, em referência a Maduro, enquanto governistas alertaram para a ação militar “gravíssima e inaceitável” na região.

“Patrocinador do terrorismo mundial. Tchau querido. Dia muito importante para a sucessão eleitoral no Brasil. Fica o registro. Já tô avisando, vamos usar na campanha”, afirmou Fábio Wajngarten, assessor e advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No governo Bolsonaro, Wajngarten foi secretário de Comunicação da Presidência.

Direita cita ‘libertação’ da Venezuela

O deputado federal Osmar Terra (PL-RS), ex-ministro da gestão Bolsonaro, celebrou a prisão de Maduro e previu implicações para a América Latina: “Maduro capturado! Nada será como antes amanhã, nas Américas. Os ditadores estão em pânico! Viva a liberdade!”, afirmou, em postagem nas redes sociais. “Os demais tiranos da América Latina vão colocar as barbas de molho. A conversa sobre liberdade de opinião e democracia será outra agora em todos os países latino americanos ! Inclusive aqui no Brasil.”

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi ainda mais direto: “Maduro, amigo de Lula e recebido com honras no Brasil, termina como todos os tiranos: desacreditado, isolado e preso. Esse é o fim do ‘modelo’ que a esquerda admira, ruína, exílio ou cadeia”, declarou.

O deputado General Girão (PL-RN) postou: “Viva a Liberdade! Queremos o mesmo para o Brasil”. Já a deputada Bia Kicks (PL-DF) disse: “Que notícia maravilhosa! Ditador sanguinário Maduro capturado e liberdade para o povo Venezuelano.”

Esquerda cita ataque ‘inaceitável’ e mega reserva de petróleo

Na esfera da esquerda, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), reforçou o discurso de ataque à soberania da região. “Inaceitável o ataque dos EUA contra à Venezuela. Ataque a soberania de um país que luta para preservar sua principal riqueza que é o petróleo. Uma das maiores reservas do mundo”, afirmou. “Para Trump a questão não é democracia nem muito menos a vida de civis. Nunca mexeu uma palha contra o genocídio de Gaza. O que quer é um governo dócil aos EUA que se submeta aos seus interesses econômicos. A América Latina está sendo agredida, mais uma vez!”, emendou Zarattini.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também chamou a ação militar de “gravíssima e inaceitável”. “A escalada de guerra do Governo Trump chega ao nosso continente em busca do petróleo – a Venezuela detém cerca de 17% das reservas globais. A América do Sul deve se unir pela justiça, paz e princípio da não intervenção. A Constituição Federal guia o Brasil a se posicionar pela autodeterminação dos povos”, afirmou.

O deputado José Guimarães (PT-CE), disse: “Essa agressão criminosa dos EUA contra a Venezuela fere o direito internacional e a soberania do povo Venezuelano”.

Governo Lula fará reunião de emergência

Como mostrou a Coluna do Estadão, o presidente Lula (PT) vai se manifestar por meio de nota do governo federal sobre a prisão de Maduro. Mas antes está recebendo um panorama amplo que envolve análise da diplomacia, de militares e da área política internacional do próprio Palácio do Planalto. Desde as 5h da manhã estão ocorrendo reuniões. E foi convocada uma reunião de emergência para o fim da manhã.

Explosões em Caracas, na Venezuela, na madrugada deste sábado, 3
Explosões em Caracas, na Venezuela, na madrugada deste sábado, 3

 

 

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