Será que Maduro foi entregue a Trump? Há sinais que indicam que sim
A revista The Economist faz uma pergunta importante em seu editorial: “será que alguém do círculo íntimo de Maduro o vendeu para os americanos?”. A indagação faz muito sentido.
Em menos de três horas, as forças especiais americanas entraram em Caracas e retiraram vivo o homem que deveria ser o mais protegido da ditadura venezuelana.
Houve bombardeio de áreas militares importantes para o regime, mas muitos locais foram deixados intocados. Alguns ataques duraram menos de meia hora.

Os Estados Unidos tem 20 mil marines no Caribe na maior deposição de força naval desde a crise dos mísseis de Cuba em 1962. Não desembarcaram ninguém – ou seja, não perderam vidas americanas, sem custo político para Donald Trump.
Segundo especialistas, existem dois grupos políticos disputando poder na Venezuela: o de Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz na Venezuela, e o de Vladimir Padrino Lopez, ministro da Defesa da Venezuela.
Em seu pronunciamento, o poderoso Diosdado, supostamente o braço direito de Maduro, condenou a “grave agressão militar” e pediu à população para recorrer a “luta armada”, mas não mencionou Maduro.
Impossível ainda saber qual será o destino da Venezuela, mas é fato que trata-se de um país extremamente militarizado em que o poder se concentra no Exército. Se havia alguma chance de tudo ficar “igual”, ou seja, o poder permanecer com os mesmos grupos, Maduro precisava sair.
Agora o ditador venezuelano será julgado em Nova York por suposto tráfico de drogas. O julgamento promete capturar as atenções globais e do público americano – elevando a popularidade de Trump.
