12 de janeiro de 2026
Politica

Relator se isola no TCU e hoje teria no máximo 2 votos para reverter liquidação do Banco Master

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) não escondem o desconforto com as atitudes do relator do caso Master, Jhonatan de Jesus, até o momento. Dizem, nos bastidores, que o colega foi “enfático demais” e “excessivamente arrojado” ao cobrar explicações do Banco Central (BC) e, depois, pedir atuação da unidade técnica e inspeção na instituição reguladora do sistema financeiro, em pleno período de recesso.

Apesar disso, por crença ou torcida, ministros apostam que Jhonatan não adotará medida imediata para reverter a liquidação do Master sem antes consultar todo o colegiado pessoalmente. Até porque hoje, nas contas internas informais, os integrantes da Corte de Contas apontam que o relator teria, no máximo, mais dois votos. Portanto, sofreria uma derrota por 6×3.

Mesmo sem a análise técnica do caso, o despacho do relator sugeriu que o BC pode ter errado ao ignorar soluções de mercado que salvariam o Master e criticou a “medida extrema” de fechamento da instituição pertencente a Daniel Vorcaro.

Antes de integrar o TCU, a partir de 2023, Jhonatan de Jesus foi deputado federal do Centrão por quatro mandatos. O grupo político sem coloração partidária tem amplo trânsito com Vorcaro.

Outros dois ministros da Corte de Contas também são ligados ao Centrão, o que faz os colegas acreditarem que os três poderiam votar juntos. A Coluna do Estadão não conseguiu contato com o relator. O espaço segue aberto.

A inspeção no BC pedida pela unidade técnica do TCU para averiguar a intervenção do Master será enviada formalmente nesta segunda-feira, 5. Com a medida, o tribunal receberá os documentos sigilosos sobre o caso.

Johnatan de Jesus, ministro do TCU
Johnatan de Jesus, ministro do TCU

 

 

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