Médica reguladora do Samu Salvador conduz parto de emergência na Ilha de Itaparica

Foto e texto: Ascom SMS
A Base Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Salvador teve atuação decisiva no auxílio a um parto de emergência ocorrido na manhã da última segunda-feira (5), envolvendo uma gestante residente na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos.
O chamado partiu da localidade de Aratuba, com a informação de um parto em curso. Desde os primeiros segundos da ligação, a equipe da Central identificou a gravidade da situação, que exigia orientações imediatas e técnicas para garantir a segurança da mãe e do bebê.
Ao longo de todo o atendimento, a médica reguladora Lilian Barros conduziu a ocorrência à distância, orientando passo a passo a família sobre as manobras adequadas para facilitar o nascimento. As orientações da médica foram fundamentais para manter a calma, monitorar os sinais da gestante e reduzir riscos até o atendimento presencial.
Após o nascimento, o recém-nascido demandou cuidados básicos de reanimação no local, sempre sob direcionamento da reguladora, que permaneceu em contato com a família, orientando cada procedimento.
A família foi então orientada a deslocar-se para uma unidade de saúde nas proximidades, onde a equipe avançada do Samu deu continuidade ao atendimento e realizou o encaminhamento da mãe e do bebê para um hospital de referência, assegurando suporte clínico adequado.
Para Lilian Barros, a ocorrência evidencia a importância da atuação da Central em situações críticas. “Em momentos como esse, a orientação médica em tempo real faz toda a diferença. Mesmo à distância, nosso papel é conduzir, acalmar e orientar para que a vida seja preservada até a chegada ao atendimento presencial”, destacou.
A atuação da médica reguladora nesta ocorrência ilustra o papel essencial que esse profissional desempenha no Samu, tendo a responsabilidade de avaliar e responder aos chamados de emergência recebidos, realizando uma análise criteriosa dos sintomas e classificando o nível de urgência de cada situação antes mesmo da chegada de uma ambulância ao local.
Entre as funções desse especialista estão: triagem e classificação da gravidade do caso, com definição de prioridades de atendimento; decisão sobre o tipo de intervenção mais adequada, podendo orientar por telefone ou acionar a equipe de suporte adequado (básico ou avançado); monitoramento e acompanhamento de todo o atendimento até a chegada ao serviço de saúde, garantindo que os procedimentos adotados estejam alinhados às melhores práticas médicas.
Além disso, contempla a comunicação com unidades de saúde receptoras, transmitindo informações técnicas que permitem à equipe local se preparar melhor para receber o paciente e garantia de racionalização de recursos, com uso eficaz das ambulâncias e equipes, especialmente em situações de alta demanda.
