12 de janeiro de 2026
Politica

Caso Master: PF analisa ataques coordenados ao BC para avaliar abertura de inquérito

BRASÍLIA — A Polícia Federal está analisando os ataques coordenados ao Banco Central após a liquidação do Banco Master para avaliar a abertura de um inquérito policial.

Segundo apurou a reportagem, a PF ainda realiza uma análise inicial das informações para produzir um relatório consolidado sobre esses ataques, chamado tecnicamente de informação de polícia judiciária. A partir desse documento, a PF vai avaliar se já existem suspeitas de crimes que justificam a instauração de um inquérito policial.

Atualmente, a PF já conduz um inquérito para apurar suspeitas de crimes financeiros na operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB). Essa outra investigação tramitaria separadamente ao caso principal, mas pode apurar fatos complementares.

Como revelou o Estadão, instituições e autoridades envolvidas com a liquidação do Banco Master sofreram uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano.

A ofensiva, concentrada em um período de 36 horas, utilizou contas conhecidas por promover celebridades para questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em relação à operação de liquidação do Master, decretada em novembro pelo BC e que está sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU).

Embora figuras como Gabriel Galípolo (BC) e Isaac Sidney (Febraban) tenham sido citadas, o alvo principal foi o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC Renato Dias Gomes, responsável pelo veto da oferta de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Alguns influenciadores foram às redes dizer que foram procurados para criticar a atuação da autoridade monetária no caso. O vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel (PL), e a influenciadora JulianaMoreira Leite afirmam ter recebido propostas para compartilhar conteúdos em defesa do Master e contra o BC em seus perfis nas redes sociais.

Rony Gabriel diz em um vídeo publicado no Instaram que foi procurado no dia 20 de dezembro do ano passado por uma empresa que fazia “gerenciamento de reputação para um grande executivo”. A proposta era, segundo ele, que fossem produzidos vídeos para seus perfis nas redes sociais para “dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central”.

 

 

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