12 de janeiro de 2026
Politica

‘Lula não quer paz’, diz Flávio Bolsonaro após veto ao PL da Dosimetria

Com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira, 8, ao chamado PL da Dosimetria, proposta que busca reduzir as penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nas redes sociais que “Lula não quer paz”. Ele acusou o governo federal de promover uma perseguição política.

Em publicação, o parlamentar disse que o presidente seria um “produto vencido, movido a ódio e ideologia” e criticou a condução da política de Segurança Pública. Segundo ele, o governo não teria se manifestado sobre líderes de facções criminosas que não retornaram ao sistema prisional durante a última saída temporária de Natal. “Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, escreveu em seu X.

Flávio Bolsonaro acusa Lula de perseguição política após veto ao PL da Dosimetria.
Flávio Bolsonaro acusa Lula de perseguição política após veto ao PL da Dosimetria.

Na mesma mensagem, Flávio Bolsonaro afirmou que o governo estaria invertendo prioridades ao considerar mais grave “uma mulher que suja uma estátua com batom” do que crimes violentos, classificando a atuação do Executivo como uma “perseguição política escancarada, seletiva e injusta”.

O senador também anunciou que a oposição pretende atuar para derrubar o veto presidencial. “Na primeira sessão do Congresso Nacional, vamos trabalhar para derrubar esse veto. Chega de inversão de valores. O Brasil precisa de justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem”, afirmou.

O Congresso ainda pode derrubar o veto de Lula. Para isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa convocar uma sessão conjunta entre senadores e deputados para realizar uma votação sobre anular ou manter o veto de Lula.

Para derrubar um veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.

O PL da Dosimetria altera critérios de fixação de penas e pode reduzir condenações do STF relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Entre os possíveis beneficiados estão réus condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

 

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