12 de janeiro de 2026
Politica

Haddad ganha força no PT para governo de SP, apesar de preferência de Lula por Senado

BRASÍLIA – O nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força nas últimas semanas, no cálculo feito por petistas, para a disputa pelo governo de São Paulo, em vez de concorrer por uma vaga no Senado pelo Estado, apurou o Estadão/Broadcast.

O motivo é que está cada vez mais consolidado entre a cúpula do partido o fato de que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) não aceitará disputar o governo paulista. Alckmin quer continuar como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fernando Haddad é cotado para ser candidato ao governo de São Paulo; preferência de Lula era que ele disputasse o Senado
Fernando Haddad é cotado para ser candidato ao governo de São Paulo; preferência de Lula era que ele disputasse o Senado

O PT acredita ser necessário ter um candidato forte ao governo de São Paulo. Além de Alckmin, Haddad é visto como o único capaz de garantir esse tipo de palanque a Lula na eleição deste ano.

Esse desenho não é o que desejava Lula, a princípio. O presidente, segundo fontes ouvidas pela reportagem, gostaria que Haddad fosse candidato ao Senado por São Paulo. Petistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast acreditam que ele teria mais chance de ser eleito à Casa Alta do Congresso. Seria um contraponto aos planos do bolsonarismo de conquistar uma maioria no Senado a partir de 2027.

O ministro da Fazenda ainda resiste aos planos de ser candidato. Em novembro de 2025, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast, afirmou que já manifestou a Lula que não gostaria de concorrer nas eleições deste ano. “Foi no ano passado que falei para ele que eu não tinha intenção de ser candidato em 2026″, disse. Também no fim do ano passado, ao jornal O Globo, afirmou que pretende deixar o ministério para colaborar com a campanha de Lula de alguma forma.

Haddad é visto como uma pessoa que cumpre missões estabelecidas pelo partido. Há relatos entre petistas de que ele estaria cansado e de que gostaria de um tempo fora do governo. Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas acreditam que o ministro não recusaria o convite para um cargo. Projetam que ele não voltaria à Fazenda e que o próximo passo seria a Casa Civil.

O próprio Haddad, durante as conversas na transição, em 2022, disse que aceitaria assumir a Fazenda ou a Casa Civil no terceiro mandato de Lula. Acabou com o primeiro ministério, enquanto o então governador da Bahia, Rui Costa, ficou com o segundo.

O Estadão/Broadcast apurou que, caso o destino dele seja a disputa pelo governo de São Paulo, dificilmente o ministro teria um posto de destaque na campanha de Lula neste ano. Ainda assim, veem como praticamente garantida uma indicação para um ministério de primeiro escalão caso ele perca para o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tido como favorito para a reeleição.

Em 2018, Haddad coordenou o programa de governo enquanto Lula ainda era o candidato. Depois, acabou assumindo ele mesmo a cabeça de chapa. Em 2022, foi candidato ao governo de São Paulo e ficou de fora dos principais nomes da campanha do então ex-presidente. Mesmo assim, foi contemplado com um dos principais ministérios na Esplanada.

 

 

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