12 de janeiro de 2026
Politica

PF e polícia espanhola apreendem dez toneladas de cocaína em embarcação nas Ilhas Canárias

Agentes da Polícia Nacional Espanhola contaram com auxílio de inteligência da Polícia Federal para deflagrar a operação Maré Branca, que apreendeu quase dez toneladas de cocaína a bordo de uma embarcação nas Ilhas Canárias. A interceptação ocorreu nos dias 6 e 7 de janeiro, em águas internacionais do Oceano Atlântico, nas proximidades do arquipélago. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 12, pela PF.

Ao todo, 13 tripulantes, todos estrangeiros, foram detidos pelas autoridades espanholas.

Agentes da polícia espanhola localizaram os 9.994 quilos de cocaína distribuídos em 294 fardos de sal
Agentes da polícia espanhola localizaram os 9.994 quilos de cocaína distribuídos em 294 fardos de sal

“A ação foi desencadeada a partir do compartilhamento de informações de inteligência entre a Polícia Federal e autoridades estrangeiras, o que permitiu a identificação, a localização e a abordagem da embarcação em alto-mar. O navio havia realizado escalas em portos brasileiros em dezembro de 2025”, comunicou a PF sobre a apreensão.

Após o embarque da polícia espanhola, foi necessário acionar a Sociedade de Segurança e Salvamento Marítimo da Espanha, a SASEMAR, para concluir a apreensão. O navio ficou sem combustível e permaneceu à deriva por quase 12 horas, até ser rebocado para as Ilhas Canárias.

“Os agentes da Polícia Nacional localizaram os 9.994 quilos de cocaína distribuídos em 294 fardos, escondidos em meio à carga de toneladas de sal que o navio transportava, bem como uma arma de fogo utilizada pelos membros dessa rede criminosa para guardar e proteger o estoque”, detalhou a polícia espanhola em nota.

Para os espanhóis, a ação “representa um golpe decisivo nas redes criminosas internacionais envolvidas no tráfico marítimo de cocaína, demonstrando a eficácia da cooperação policial internacional no combate ao narcotráfico global”.

Além da PF, a operação contou com a participação da DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA), da NCA (Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido), do CITCO (Centro Nacional de Contraterrorismo da Espanha) e do MAOC (Centro de Operações Militares da Espanha).

A investigação – dirigida pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Nacional da Espanha e pelo Tribunal Central de Instrução nº 4 – teve como foco uma “organização multinacional supostamente dedicada à exportação de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa”.

 

 

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