13 de janeiro de 2026
Politica

Galípolo cita falta de pessoal no BC ao ceder servidor à CPI do Crime Organizado

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, citou a falta de servidores no órgão ao ceder um funcionário para auxiliar a CPI do Crime Organizado. O técnico do BC atuará no colegiado e também na autoridade monetária para “maximizar a eficiência dos trabalhos”.

Durante o recesso parlamentar, Galípolo informou ter cedido o chefe adjunto do Departamento de Supervisão de Conduta da instituição, Valdemir Fortes de Sousa. Os senadores haviam solicitado um auditor do BC para identificar indícios de crimes financeiros eventualmente cometidos pelos alvos do colegiado.

Em documento enviado ao presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a Assessoria Parlamentar do BC citou especificamente a decisão de Galípolo de ceder o servidor, mesmo com a “carência de recursos humanos” na autoridade monetária.

“Apesar das dificuldades relativas à carência de recursos humanos necessários para a execução das atividades afetas a esta autarquia”, afirmou o BC, destacando o “espírito de colaboração” que o órgão mantém com o Congresso.

Documento do BC cita ‘grandes desafios’ na força de trabalho

O documento “Relatório Integrado do Banco Central 2024”, o mais recente disponível no site da instituição, afirmou que a entrada de novos servidores em 2025, após mais de uma década sem concursos, não resolveria a falta de servidores do órgão.

“Tendo em vista que o quantitativo de vagas autorizadas é insuficiente, o BC continuará enfrentando grandes desafios na gestão de sua força de trabalho”.

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

 

 

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