14 de janeiro de 2026
Politica

Joesley Batista faz viagem à Venezuela para tratar de importação de energia

O empresário Joesley Batista, do grupo J&F, realizou uma visita à capital da Venezuela, Caracas, para tratar de interesses comerciais no setor de energia com a atual administração do país vizinho. Conforme relatos feitos à Coluna do Estadão/Broadcast, um dos focos da conversa com a presidente interina, Delcy Rodríguez, foi a importação da energia venezuelana. A Âmbar, empresa do grupo, tem a concessão em Roraima.

Foi destaque na interlocução entre os dois a necessidade de manter o fornecimento de energia. Joesley Batista pediu garantias para Rodríguez. Foi uma primeira conversa e o tema “não se esgotou”, de acordo com os relatos feitos. A viagem dele à Venezuela foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e confirmada pela reportagem da Coluna/Broadcast.

Em fevereiro de 2025, foi iniciada a operação comercial para a importação de energia elétrica advinda da Venezuela para o atendimento do sistema elétrico de Boa Vista e localidades interconectadas em Roraima. Essa comercialização seguiu nos meses seguintes, até a interrupção em setembro deste ano, conforme antecipou a Broadcast.

Roraima era o único estado do país que não estava conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso mudou com a entrada em operação comercial da Linha de Transmissão em 500 kV que interliga Boa Vista. Ou seja, a energia gerada em outras localidades do Brasil agora pode escoar e abastecer a população roraimense. Com isso, a importação da Venezuela foi interrompida. Tecnicamente, ainda pode ser feita, em caso de necessidade.

A importação de energia da Venezuela é realizada a partir de deliberação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo ministro de Minas e Energia. Esse colegiado faz reunião mensal. Até setembro, a operação era feita como recurso adicional ao sistema isolado de Roraima.

Com a compra do país vizinho, parte da energia das usinas termelétricas que abasteciam Roraima foram substituídas pela geração vinda da usina hidrelétrica de Guri, na Venezuela. Essa foi uma decisão econômica, para reduzir custos. Além do Grupo Bolt, empresas como a Âmbar Energia, da J&F, e o BTG Pactual chegaram a receber o aval para fazer a importação.

Empresário Joesley Batista, do grupo J&F
Empresário Joesley Batista, do grupo J&F

 

 

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