Faria Lima faz ‘mapeamento de risco’ sobre sucessor de Marina no governo Lula
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fará dois movimentos importantes nos próximos meses: deixará o governo para tentar concorrer ao Senado por São Paulo e se desfiliará da Rede Sustentabilidade. Com a proximidade da saída de Marina da Esplanada, a Faria Lima e setores empresariais já fazem uma espécie de “mapeamento de risco” sobre quem assumirá a cadeira dela.
Nos bastidores, segmentos do agronegócio, da infraestrutura e da energia dizem preferir alguém “menos radical” no Meio Ambiente. O presidente Lula, porém, mandou recados a empresários de que o perfil do ministério não sofrerá modificações. Se não houver uma mudança de última hora, tudo indica que o novo titular do Meio Ambiente será o atual secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco.
Aliado de Marina, que negocia sua volta às fileiras do PT, Capobianco é biólogo e ambientalista. Na passagem anterior da ministra pela Esplanada, de 2003 a 2008 – nos primeiros dois mandatos de Lula -, ele também integrou a equipe do Meio Ambiente, chegando a secretário-executivo da pasta.

Mesa:
secretário-executivo do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), João Paulo Capobianco;
ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva;
presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO).
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Além disso, Capobianco fundou e dirigiu entidades como a SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA). Em 2003, ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria “não ficção” com o livro Biodiversidade na Amazônia Brasileira.
Marina perdeu muitas batalhas no governo e no Congresso, sempre tendo Capobianco a seu lado. Uma delas se refere à autorização dada pelo Ibama, após muita queda de braço, para a Petrobras explorar petróleo na foz do Amazonas.
Dona de prestígio internacional, a ministra é vista por alguns setores da economia como “entrave” a um modelo no qual o meio ambiente acabou rotulado como obstáculo ao desenvolvimento. Mas Lula não tem intenção de dar uma guinada nessa área no fim do mandato.
A tendência é que Marina retorne ao PT, partido do qual se desfiliou em 2009, após uma série de desentendimentos com o próprio Lula e com Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil. Para o PSOL ela não irá, mas também tem considerado o convite do PSB, caso as tratativas com o PT voltem à estaca zero.
Na prática, Marina decidiu sair da Rede depois que o grupo político da deputada Heloísa Helena ganhou o comando da legenda.
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