O que Lula avalia para decidir se o Brasil vai aceitar o convite de Trump sobre a paz em Gaza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma missão ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira, 19. Lula quer que o Itamaraty reúna mais informações sobre o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil integre o “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza.
A proposta está sob avaliação no Palácio do Planalto e alguns pontos são fundamentais para Lula tomar a decisão. Na lista constam os seguintes tópicos: 1) Qual o objetivo do “Conselho da Paz” e como a organização atuará na prática?; 2) Há risco de sobreposição com o Conselho de Segurança da ONU?; 3) Quais países vão aderir à proposta?; 4) O que parceiros do Brasil acham da iniciativa?; 5) Qual o custo financeiro da eventual adesão?; e 6) Como será a estrutura de governança do colegiado?

Trump convidou vários líderes mundiais para compor o “Conselho da Paz”. Trata-se da segunda fase do plano avalizado pela Casa Branca para encerrar a guerra entre Israel e Palestina.
A proposta feita por Trump prevê que cada Estado-membro terá mandato de três anos. Quem contribuir com no mínimo US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,37 bilhões), em dinheiro, obterá mandato vitalício.
Lula ainda analisa o impacto político e diplomático da eventual entrada do Brasil no colegiado. Há no Planalto o receio de que a iniciativa seja algo apenas midiático, “para inglês ver”.
O governo defende a criação de um Estado palestino. Os EUA, porém, são o principal aliado de Israel, país que se opõe a isso e também já se manifestou contra a composição do conselho executivo desse fórum, no qual a Turquia terá participação.
