23 de janeiro de 2026
Politica

Renan diz que CAE do Senado vai abrir ‘caixa preta’ do Master a partir de fevereiro

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o colegiado vai abrir a “caixa preta” do Banco Master a partir de fevereiro, quando terminar o recesso parlamentar. Nos bastidores, aliados do governo apostam na CAE como primeiro passo para mudar a regulamentação do sistema bancário.

Nos últimos dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a transferência da regulação de fundos de investimento – que hoje é feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – para o Banco Central.

Após o escândalo envolvendo o Master, o governo tenta fortalecer o poder de fiscalização do BC. Depois da fraude bilionária contra o sistema bancário, o Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo BC em novembro.

Para Renan Calheiros, mudança no sistema bancário deve ser 'consequência' de investigação
Para Renan Calheiros, mudança no sistema bancário deve ser ‘consequência’ de investigação

Para Renan, no entanto, esse novo modelo regulatório precisa ser “consequência da investigação”. A CAE criou um grupo de trabalho que vai acompanhar todas as apurações feitas, justamente com esse objetivo.

“Logo na primeira semana de fevereiro, vamos fazer uma visita aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo; do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues”, disse Renan.

Na prática, a ideia é que, por ser uma comissão permanente, a CAE ocupe o espaço de uma CPI para investigar as falcatruas do Master.

Apesar de deputados e senadores articularem a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito, a cúpula do Congresso e o Palácio do Planalto avaliam que essa iniciativa não irá adiante.

Além de 2026 ser um ano eleitoral, Vorcaro tem conexões políticas com o Centrão, que não vai querer a abertura de uma CPI. E o governo, que já enfrenta a CPI do INSS, também não quer, embora o discurso oficial seja o de que esse é um assunto do Congresso.

 

 

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