23 de janeiro de 2026
Politica

Presidente da Rioprevidência deixa o Brasil em meio a investigação da PF sobre o Master

SÃO PAULO E BRASÍLIA — O presidente da RioPrevidência (Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro), Deivis Marcon Antunes, sabia da possibilidade de ser alvo de uma operação da Polícia Federal e saiu do País no dia 15 de janeiro.

A PF apura suposta gestão temerária de dirigentes da RioPrevidência ao autorizarem aportes de R$ 1 bilhão no Banco Master.

O Estadão apurou que ele já evitava sua residência, no Rio de Janeiro, e estava em constante vigília, com receio de ser acordado pela Polícia Federal. Nesta sexta-feira, 23, agentes da PF estiveram no endereço de Deivis, mas não o encontraram.

Deivis Marcon Antunes sabia da possibilidade ser alvo de uma operação da Polícia Federal e fugiu do país no dia 15 de janeiro
Deivis Marcon Antunes sabia da possibilidade ser alvo de uma operação da Polícia Federal e fugiu do país no dia 15 de janeiro

Deivis comprou uma passagem para os Estados Unidos e deixou o País na última semana. Seu paradeiro, no entanto, é desconhecido.

A operação da Polícia Federal cumpriu apenas mandados de busca e apreensão contra Deivis. Logo, ele não é considerado foragido.

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, na sede do RioPrevidência e contra gestores do fundo. São alvos o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master. As defesas deles ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O RioPrevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais.

Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

RioPrevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais
RioPrevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais

Batizada de Barco de Papel, a operação apura suspeitas de que as aplicações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e que expuseram os servidores públicos a “risco elevado”. São investigados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

É a terceira operação recente da PF para apurar suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. Neste caso, a investigação não tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi deflagrada com autorização da Justiça Federal do Rio de Janeiro, em primeira instância.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *