26 de janeiro de 2026
Politica

Senadores querem força-tarefa com comissão de inteligência para acessar documentos do caso Master

Senadores aliados do governo Lula querem montar uma força-tarefa com a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) para conseguir acesso a documentos de investigação do caso Master, hoje sob sigilo.

A comissão mista tem prerrogativa para solicitar dados de apuração da Polícia Federal e da Abin. A articulação para o trabalho conjunto com a CCAI está sendo feita pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL).

A Coluna do Estadão apurou que Braga e Renan vão conversar sobre o assunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no início de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar. A ideia é convidar o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para comparecer ao plenário e falar sobre as mudanças necessárias na lei, com o objetivo de fechar brechas nos fundos de investimentos.

Renan e Braga articulam força-tarefa para diligências sobre caso Master
Renan e Braga articulam força-tarefa para diligências sobre caso Master

Em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, transferiu para Alcolumbre a guarda dos dados obtidos pela CPI do INSS referentes à quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do dono do Master, Daniel Vorcaro. A presidência do Senado deve ficar com o material até decisão definitiva da Corte.

Na prática, o ano eleitoral e a articulação política para tratar do tema em duas comissões permanentes da Casa de Salão Azul esvaziam a abertura de uma CPI para investigar a fraude bilionária do Master. A instituição foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central há dois meses.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já defendeu a transferência da regulação de fundos de investimento – que hoje é feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – para o Banco Central.

Após o escândalo envolvendo o Master, o governo tenta fortalecer o poder de fiscalização do BC. Para Renan Calheiros, no entanto, esse novo modelo regulatório precisa ser “consequência da investigação”. A CAE criou um grupo de trabalho que vai acompanhar todas as apurações feitas, justamente com essa finalidade.

 

 

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