1 de fevereiro de 2026
Politica

PSD se consolida como força de centro-direita, mas libera diretórios nos Estados para apoiar Lula

O movimento feito pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao anunciar a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, indica que o partido se consolida como força de centro-direita vestindo o figurino do contraponto ao “bolsonarismo raiz”.

Agora com três nomes “presidenciáveis” – Caiado e os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite –, o PSD escolherá até março quem será o seu candidato ao Palácio do Planalto. Mesmo assim, a ideia de Kassab é liberar os diretórios regionais da sigla para que façam as alianças mais convenientes nos Estados, seja apoiando a chapa do PSD, a reeleição do presidente Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Caiado diz não acreditar que a ala pró-Lula seja expressiva em seu novo partido. “Isso é um problema acessório”, afirmou à Coluna o governador de Goiás, que deixou o União Brasil. “Kassab nos deu total independência para a gente assumir o palanque. Nossa missão é enfrentar a máquina do governo e derrotar o PT”.

Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. posam para foto com Gilberto Kassab, presidente do PSD
Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. posam para foto com Gilberto Kassab, presidente do PSD

Na Bahia, porém, o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, já avisou que o PSD ficará no palanque de Lula. Candidato ao governo do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) também defende a aliança com o petista.

Embora ainda não tenha definido quais dos três governadores concorrerá ao Planalto, o PSD já tem o perfil do vice ideal para a chapa: um nome do Nordeste.

A dúvida é se essa articulação política promovida por Kassab, secretário de Governo da gestão Tarcísio de Freitas, terá mesmo o poder de quebrar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

 

 

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