1 de fevereiro de 2026
Politica

Tarcísio sela paz com Bolsonaro na prisão e promete conduzir projeto político do grupo em São Paulo

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A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, nesta quinta-feira, 29, serviu para selar a paz e mostrar que o seu projeto nacional foi arquivado, ao menos até segunda ordem.

Na conversa com o ex-presidente, Tarcísio tentou desfazer o que chamou de “rede de intrigas”, disse que disputará novo mandato ao governo de São Paulo, manifestou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto e defendeu a unidade do campo conservador contra o PT.

Bolsonaro afirmou, por sua vez, que a reeleição de Tarcísio é vista como prioridade para a estratégia política do grupo no maior colégio eleitoral do País e pediu que ele tome cuidado com os ataques neste início de campanha.


Tarcísio e Flávio: promessas de apoio mútuo
Tarcísio e Flávio: promessas de apoio mútuo

O Centrão queria ver Tarcísio como candidato à sucessão do presidente Lula, mas, em conversas reservadas, seus integrantes admitem que essa possibilidade está cada vez mais distante. A certeza veio depois que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido.

Kassab é classificado no mercado como um político que não dá ponto sem nó. Secretário de Governo na gestão Tarcísio, o presidente do PSD sempre disse que apoiaria o chefe se ele fosse candidato ao Planalto. Sua decisão de apresentar Caiado e os governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) para a missão é sinal de que o cenário mudou.

Além disso, Kassab tem outros planos: quer ser vice de Tarcísio na chapa da reeleição. A estratégia prevê a saída do governador do cargo, em abril de 2030, para concorrer ao Planalto. Sendo vice, Kassab ocuparia a cadeira do governador.

Quanto ao Centrão, nem mesmo o crescimento de Flávio nas pesquisas de intenção de voto anima o grupo a manifestar apoio formal a ele. Por enquanto, a ordem no bloco, que continua rachado, é aguardar mais um pouco. Uma ala defende a liberação dos diretórios regionais para que façam as alianças mais pragmáticas possíveis, seja com o PL de Bolsonaro ou com o PT de Lula.

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