Governador troca União pelo PSD, abre mão de disputar Senado e impede vice de assumir cargo
BRASÍLIA – Marcos Rocha, governador de Rondônia recém filiado ao PSD, decidiu abrir mão da candidatura ao Senado e garantiu que o seu vice-governador, Sérgio Gonçalves não assuma o Executivo do Estado. Os dois estão rompidos.
Isso porque Gonçalves, nos bastidores, já costurava acordos nos bastidores e não sinalizava apoio ao pleito de Rocha ao Senado. Rocha indicará o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD) para disputar sua sucessão.

A legislação brasileira diz que ocupantes do Poder Executivo, como governadores, precisam renunciar de seus mandatos em até seis meses antes da eleição para concorrerem a outros cargos.
“Tomei a decisão de não ser candidato ao Senado, apesar de liderar as pesquisas. Vou permanecer no governo e trabalhar para entregar o projeto final, honrando meu compromisso. A situação do vice apenas me fortaleceu nesta decisão”, afirmou Rocha.
Como mostrou o Estadão, o PSD de Gilberto Kassab repetiu o movimento que fez com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e integrou Marcos Rocha, que estava no União para os quadros do partido.
“Aceitei o convite do presidente Kassab e do governador Ratinho Júnior e assumi a presidência estadual do partido. Teremos candidatos a todos os cargos e nosso nome para o Governo é o atual Prefeito de Cacoal, Adailton Fúria”, afirmou Rocha.
Marcos Rocha era do PSL quando foi eleito pela primeira vez em 2018. Na reeleição em 2022 já estava filiado ao União Brasil. Rondônia, inclusive, viveu uma situação que revela muito sobre o eleitorado estadual. Teve uma disputa acirrada de dois candidatos da direita nas eleições passadas.
