3 de fevereiro de 2026
Politica

Torcedor da Mancha que emboscou cruzeirenses com bolas de bilhar tem prisão mantida pelo STJ

O torcedor da Mancha Verde, organizada do Palmeiras, Jesus Pedrosa Almeida, teve a prisão mantida pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira, 2. Ele é suspeito de participar de uma violenta emboscada contra um grupo de torcedores do Cruzeiro, integrantes da Máfia Azul. O ataque deixou um torcedor celeste morto, 15 feridos e um ônibus incendiado, em outubro de 2024.

A cilada da Mancha ocorreu na rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, Grande São Paulo. Segundo o Ministério Público paulista, torcedores do Palmeiras interceptaram dois ônibus da Máfia, que seguiam em direção a Minas.

Jesus Pedrosa Almeida teve a prisão mantida pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira, 2
Jesus Pedrosa Almeida teve a prisão mantida pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira, 2

De acordo com a denúncia da Promotoria, a ação envolveu o arremesso de pedras, bolas de bilhar e o uso de fogos de artifício e materiais inflamáveis, o que provocou o incêndio de um dos ônibus da torcida cruzeirense.

Integrantes da Máfia Azul foram agredidos com pedaços de madeira e barras de ferro durante o confronto com a Mancha, pontuam os promotores que assinam a acusação.

Emboscada da Mancha Verde contra cruzeirenses deixou 15 feridos e um morto
Emboscada da Mancha Verde contra cruzeirenses deixou 15 feridos e um morto

Preso preventivamente, Jesus Pedrosa foi denunciado por homicídio qualificado consumado e tentado. O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que entendeu que o acusado e outros integrantes da torcida organizada do Palmeiras agiram de forma articulada e previamente planejada.

Durante o plantão judiciário, a defesa de Jesus Pedrosa apresentou novo habeas corpus, agora ao STJ, com pedido de revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a aplicação de medidas cautelares mais brandas.

Os advogados sustentam que o decreto prisional “carece de fundamentação concreta e se apoia apenas na gravidade abstrata dos crimes imputados”.

Ao analisar o pedido, o ministro do STJ Luis Felipe Salomão manteve a prisão. Ele afirmou que, em uma análise inicial, não ficou caracterizada ilegalidade evidente nem situação de urgência que justificasse a concessão de liminar.

Para o ministro, a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo não apresenta falhas graves aparentes e poderá ser examinada com maior profundidade no julgamento de mérito.

O habeas corpus será analisado pela Quinta Turma do STJ, sob relatoria do ministro Messod Azulay Neto.

 

 

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