5 de fevereiro de 2026
Politica

STJ faz reunião a portas fechadas e decide abrir sindicância sobre ministro acusado de assédio

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BRASÍLIA – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em uma sessão a portas fechadas, abrir uma sindicância para apurar se o ministro Marco Buzzi cometeu desvio de conduta. Ele foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos em sua casa de praia em Santa Catarina.

Buzzi participou apenas do início da sessão, quando apresentou sua versão dos fatos de forma resumida. Disse que foi surpreendido com a notícia e negou que o episódio tenha ocorrido.

Ministro Marco Buzzi, do STJ
Ministro Marco Buzzi, do STJ

Em seguida, o ministro saiu do recinto e os colegas dele deliberaram sobre o tema por cerca de duas horas e meia. A decisão de abrir o processo administrativo para apurar os fatos foi tomada por unanimidade.

Foram designados três ministros para integrar a comissão encarregada da apuração: Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferrera e Raul Araújo. Integrantes do tribunal informaram ao Estadão em caráter reservado que o ministro deve pedir uma licença médica ao presidente do STJ, Herman Benjamin.

Entre ministros do STJ, a avaliação é de que o caso é grave e, se for comprovado, o ministro deverá ser aposentado compulsoriamente. Como se trata de um processo administrativo, essa é a punição mais pesada que ele pode sofrer em decorrência da apuração interna.

Em outra frente, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 4, a investigação criminal sobre o caso. A família da vítima registrou uma ocorrência perante a Polícia Civil de São Paulo, que encaminhou o relato ao Supremo, o foro indicado para processar ministros de cortes superiores.

Buzzi também é alvo de uma apuração disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Também nesta quarta-feira, o ministro Mauro Campbell, corregedor do CNJ, tomou depoimentos da família para instruir a investigação.

A mãe da vítima, que é advogada atuante no STJ, procurou integrantes da Corte para contar o episódio. Um grupo de ministras levou o caso ao presidente do tribunal, Herman Benjamin, na terça-feira, 3.

A vítima tem 18 anos e, segundo a família, chamava o ministro de tio. Os pais dela são amigos de Buzzi e passavam o recesso do Judiciário no imóvel dele em Balneário Camboriú. Ainda segundo relatos ouvidos da família, o ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

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