8 de fevereiro de 2026
Politica

Haddad é cobrado sobre alertas do BC em relação ao Master

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) pediu nesta sexta-feira, 6, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhe os alertas que a pasta recebeu do Banco Central (BC) sobre o risco de insolvência do Banco Master. Ventura solicitou documentos da supervisão do BC sobre a companhia desde 2020, além de dados sobre o prejuízo gerado pelo banco liquidado em órgãos públicos, a exemplo de regimes de previdência. Mais cedo, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra supostas fraudes em investimentos da Previdência do Amapá no Banco Master.

O Master foi liquidado pelo BC em novembro passado e se tornou alvo da PF. Outro alvo da investigação é o Banco de Brasília (BRB), companhia estatal do Distrito Federal que tentou comprar a empresa. O rombo com a operação pode passar de R$ 5 bilhões, segundo o BC.

“Quando um banco quebra e leva junto recursos de fundos públicos, não é problema só de ‘mercado’: é o dinheiro do aposentado, do servidor, do contribuinte que está em jogo”, afirmou a parlamentar.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Investigações miram previdências estaduais

Na última terça-feira, 3, a PF prendeu Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do RioPrevidência, responsável pelas aposentadorias de servidores fluminenses. Na gestão de Deivis e outros dois ex-diretores, o Rioprevidência aplicou R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master. Essa modalidade, considerada de alto risco, não é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Em uma investigação estadual, o Ministério Público de São Paulo afirmou que o fundo de pensão dos servidores municipais de Cajamar (SP) fez investimentos milionários no Master sem estudos técnicos e de forma “açodada”, como informou a Coluna do Estadão.

O Estadão mostrou que o instituto levou apenas seis dias para deliberar, autorizar e executar a ordem de resgate que levou o fundo de pensão a aplicar em letras financeiras do Master. Ao todo, o fundo de pensão da cidade da região metropolitana de São Paulo com 98 mil habitantes aplicou R$ 87 milhões na empresa.

 

 

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