9 de fevereiro de 2026
Politica

‘Claro que queremos o MDB conosco’, diz presidente do PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 9, que o partido quer o MDB no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) este ano, embora reconheça que o partido chefiado pelo deputado federal Baleia Rossi (SP) tenha diferenças regionais que possam impedir uma aliança.

“Claro que nós queremos o MDB conosco. Queremos todos os partidos que estão conosco na base do governo do Lula. Então, é natural que nós possamos dialogar com o MDB. Mas, claro, sabemos também da heterogeneidade política que tem o MDB como tantos outros partidos no Brasil. Então, nós vamos dialogar. Queremos o MDB conosco, mas também respeitando as posições do MDB, que muitas vezes são posições norteadas pela complexidade regional que o MDB tem”, afirmou Edinho, em entrevista coletiva.

Edinho Silva participou de almoço com empresários em evento do Lide
Edinho Silva participou de almoço com empresários em evento do Lide

O dirigente participou nesta segunda-feira, 9, em São Paulo, de um almoço empresarial promovido pelo Lide, grupo fundado pelo ex-governador João Doria.

A jornalistas, Edinho não confirmou a existência de negociações em andamento para que o MDB indique o vice na chapa e afirmou apenas que mantém conversas frequentes com o presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi (SP). O dirigente emedebista afirmou em entrevista ao Estadão publicada no mês passado que nunca foi chamado para uma conversa com o presidente Lula.

“O Baleia é da minha região, nós somos vizinhos, eu converso com o Baleia frequentemente. Ele é de Ribeirão Preto e eu sou de Araraquara”, disse Edinho. Segundo o petista, os dois dirigentes trocaram mensagens na semana passada, mas ele não informou se o contato tratou de uma eventual aliança.

Ao comentar a possibilidade de mudança na vice-presidência, Edinho afirmou que Geraldo Alckmin (PSB) “será candidato àquilo que ele quiser” e disse que as conversas sobre a composição da chapa ocorrem com “muita tranquilidade”. O mesmo tom, segundo ele, vale para a disputa pelo governo de São Paulo, na qual o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o nome preferido do PT, mas resiste a disputar.

“Haddad é uma liderança de São Paulo, foi o último candidato do PT a disputar as eleições aqui em São Paulo. Claro que ele é sempre lembrado. Mas tudo isso também tem que ser feito com muito diálogo. Ninguém é candidato contra a vontade”, afirmou.

Edinho negou que Haddad esteja incomodado com a pressão do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo. Segundo ele, Lula e o ministro têm conversado sobre o momento adequado para uma eventual saída do governo e os impactos dessa decisão.

“Eles estão conversando se é o momento do Fernando Haddad sair do governo, qual o impacto de ele sair do governo, qual a agenda que o Ministério da Fazenda ainda tem para o Brasil. Porque o ministro Fernando Haddad tem um peso muito grande dentro do Congresso Nacional. Então, nós estamos conversando sobre o cenário político, sobre as demandas do Ministério da Fazenda. E, claro, qual o interesse do Fernando Haddad cumprir um papel nas eleições de 2026″, disse o dirigente.

Questionado sobre os partidos que o PT pretende buscar para a eleição presidencial, Edinho afirmou defender uma ampla política de alianças e não descartou acordos com siglas de centro-direita. “Se eles quiserem apoiar um programa para as futuras gerações de brasileiras e brasileiros, se eles defenderem a democracia, eu não vejo contradição nenhuma.”

 

 

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