13 de fevereiro de 2026
Politica

Como foi a reunião no STF que definiu a saída de Toffoli da relatoria do caso Master; leia bastidor

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram por cerca de duas horas e meia em clima tenso. Logo no início, o presidente da Corte, Edson Fachin, mencionou o conteúdo do documento da Polícia Federal com citações ao ministro Dias Toffoli, então relator das investigações, no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em seguida, vários ministros defenderam que o colega deixasse o caso como resposta à cobrança da sociedade e como forma de distensionar as pressões sofridas pela Corte como instituição.

A preocupação dos ministros era que o caso escalasse ainda mais e os ataques ao Supremo aumentassem em ano eleitoral.

Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master
Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master

Na reunião, nenhum dos ministros defendeu que Toffoli continuasse à frente do processo. Diante do posicionamento dos colegas, o ministro não insistiu e cedeu aos apelos do colegiado.

Na elaboração do texto, os ministros incluíram a informação de que o ministro não estava suspeito ou impedido para atuar no processo. Foi feita, ainda, uma ressalva no sentido de que todos os atos dele à frente do processo seriam mantidos.

Uma eventual declaração de parcialidade de Toffoli para relatar o processo poderia resultar na nulidade das providências tomadas.

Isso aconteceu quando o STF declarou que Sérgio Moro não tinha isenção para conduzir os processos da Operação Lava Jato, o que culminou na invalidação de decisões tomadas por ele ao longo das investigações.

 

 

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