12 de fevereiro de 2026
Politica

Flávio diz que não sabe como Bolsonaro vai participar da campanha e que não vai dispensar Centrão

BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quinta-feira, 12, que não sabe como será a participação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua campanha, mas que seu sonho é que o pai grave vídeos para ele. Jair Bolsonaro está preso e impedido de usar as redes sociais.

“É uma interrogação. Meu sonho seria que ele pudesse gravar os vídeos, dar entrevista com mais tranquilidade. Não sei como será a participação dele direta”, disse em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Flávio visitou Jair Bolsonaro nesta quarta, 11, e disse que o pai estava com “muito soluço”.

Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência

O senador afirmou que o pai definirá os palanques estaduais por ter “feeling político”. “De vez em quando, têm uns traidores, mas 99% das vezes, ele acerta. Ele falou: ‘Flávio, tem que ser você’”, disse.

Flávio disse que uma de suas estratégias para vencer as eleições é conseguir melhorar o desempenho da direita em Estados em que Bolsonaro ficou atrás de Lula nas eleições de 2022. “A estratégia nacional é aumentar a diferença em relação ao PT que tivemos em algumas regiões. Aumentamos em alguns lugares, mas não foi suficiente. São Paulo é um Estado muito estratégico”, afirmou.

O pré-candidato à Presidência reafirmou ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve oferecer um “palanque forte” no Estado e que o raciocínio de campanha é compensar as desvantagens de alguns Estados em outros.

Ele ainda disse que não dispensará um eventual apoio de partidos de centro, apesar de o grupo ter “oportunistas”. “Tem (oportunistas, mas), a gente é muito realista. Tenho a consciência que, sozinhos, não chegamos em lugar nenhum. No Congresso, tem de tudo. Não é o ideal, mas é o que tem. Então, não tem nenhum sentido dispensar pessoas ou partidos do Centrão”, afirmou.

Flávio disse que deixará a “porta aberta para todo mundo de centro e direita que queira se posicionar junto” a ele e que é necessário que o grupo da centro-direita concentre as energias “apontando os erros do PT” e não em disputas entre si, porque a eleição será apertada.

O senador citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, agora no PSD, e disse acreditar que o governador se posicionará contra o PT.

Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura em 5 de dezembro, e desde então, tenta captar o endosso de siglas como PP, Republicanos, União Brasil e PSD – esta com pretensões de candidatura própria. Como estratégia, o pré-candidato tem evitado críticas a adversários e diz esperar uma unificação do centro e da direita, ainda que em segundo turno.

‘Temos que investir em publicidade, falava isso para meu pai’

O senador afirmou que pretende reforçar as despesas com publicidade, caso seja eleito presidente. Segundo ele, essa seria uma das diferenças em relação ao governo do pai. “Sou da linha que a gente tem que investir em publicidade, porque as pessoas precisam saber o que o governo está fazendo. Eu falava isso com meu pai”, disse.

Segundo ele, o pai era aconselhado a apostar na comunicação via redes. “Tinha um cara aqui, um general, logo no começo do governo, estava lá na Secretaria de Comunicação, que falava o seguinte: ‘A gente não precisa investir em publicidade, porque a gente foi eleito com um movimento espontâneo de rede social e vai acontecer igual agora no governo’. Eu falava assim: ‘Pai, até a Coca-Cola, a marca mais consolidada no mundo investe pesado em publicidade’”, contou o senador.

Segundo ele, a publicidade deve ser usada para rebater fake news contra sua eventual gestão.

 

 

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