15 de fevereiro de 2026
Politica

Com acenos à eleição, Lula diz que ‘verdade vai destruir a mentira’ e cita isenção de IR e vale gás

BRASÍLIA- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeditou slogan da eleição de 2022 e afirmou que neste ano “a verdade vai destruir a mentira”. Lula inaugurou neste domingo, 15, a nova emergência do Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro.

Durante o evento, o presidente citou plataformas de seu governo como a ampliação da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o programa Gás do Povo, que prevê a distribuição de botijões de gás gratuitamente em revendas credenciadas, que deve chegar a 15,5 milhões de famílias no País.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes.

“Esse é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo”, disse o presidente.

Lula afirmou ainda que neste ano o País bateu recorde de operações, atingiu a menor taxa de desemprego da História. O presidente citou também que a inflação acumulada nos últimos quatro anos é a menor da História.

“Esse antes e depois é para vocês desmascararem qualquer pessoa que fale bobagem. Não vou citar nome de ninguém, mas vocês sabem quem mente”, afirmou.

Lula disse ainda que as pessoas têm a obrigação de transformar 2026 “no ano da verdade”. “Vocês não podem ver uma mentira no celular e deixar barato, porque a mentira leva a gente à violência”, discursou.

O presidente disse que neste ano a população vai estabelecer regras no debate político nas quais a verdade vai prevalecer.

Durante a inauguração, Lula também afirmou que ao longo do tempo os hospitais federais do Rio foram usados com “peça de troca” em campanhas eleitorais e que a parceria do governo federal com a prefeitura do Rio levou fim ao uso político.

A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, também esteve presente. Em março de 2024, os hospitais federais do Rio viraram uma crise para a então ministra. Na época, uma reportagem do Fantástico abordou a penúria nessas unidades de Saúde.

O histórico de precarização dos hospitais federais já remonta há anos. Ainda na CPI da Covid-19, conduzida pelo Senado em 2021, o tema rendeu um capítulo à parte no relatório da comissão.

A parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro ampliou em R$ 150 milhões os repasses de verba, além dos R$ 610 milhões já previstos.

 

 

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