Com acenos à eleição, Lula diz que ‘verdade vai destruir a mentira’ e cita isenção de IR e vale gás
BRASÍLIA- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeditou slogan da eleição de 2022 e afirmou que neste ano “a verdade vai destruir a mentira”. Lula inaugurou neste domingo, 15, a nova emergência do Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro.
Durante o evento, o presidente citou plataformas de seu governo como a ampliação da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o programa Gás do Povo, que prevê a distribuição de botijões de gás gratuitamente em revendas credenciadas, que deve chegar a 15,5 milhões de famílias no País.

“Esse é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo”, disse o presidente.
Lula afirmou ainda que neste ano o País bateu recorde de operações, atingiu a menor taxa de desemprego da História. O presidente citou também que a inflação acumulada nos últimos quatro anos é a menor da História.
“Esse antes e depois é para vocês desmascararem qualquer pessoa que fale bobagem. Não vou citar nome de ninguém, mas vocês sabem quem mente”, afirmou.
Lula disse ainda que as pessoas têm a obrigação de transformar 2026 “no ano da verdade”. “Vocês não podem ver uma mentira no celular e deixar barato, porque a mentira leva a gente à violência”, discursou.
O presidente disse que neste ano a população vai estabelecer regras no debate político nas quais a verdade vai prevalecer.
Durante a inauguração, Lula também afirmou que ao longo do tempo os hospitais federais do Rio foram usados com “peça de troca” em campanhas eleitorais e que a parceria do governo federal com a prefeitura do Rio levou fim ao uso político.
A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, também esteve presente. Em março de 2024, os hospitais federais do Rio viraram uma crise para a então ministra. Na época, uma reportagem do Fantástico abordou a penúria nessas unidades de Saúde.
O histórico de precarização dos hospitais federais já remonta há anos. Ainda na CPI da Covid-19, conduzida pelo Senado em 2021, o tema rendeu um capítulo à parte no relatório da comissão.
A parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro ampliou em R$ 150 milhões os repasses de verba, além dos R$ 610 milhões já previstos.
