16 de fevereiro de 2026
Politica

TST manda Chapecoense pagar adicional noturno devido a jogador morto em acidente aéreo

O clube de futebol Chapecoense terá de pagar remunerações atrasadas de adicional noturno ao zagueiro Thiego, que morreu no acidente aéreo de 2016 na Colômbia. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que acolheu uma ação movida por familiares do atleta. Procurado, o time não respondeu.

Segundo a família do jogador, Thiego disputava partidas à noite e ficava à disposição do clube de madrugada, especialmente quando era convocado para fazer o exame antidoping.

O valor dos pagamentos atrasados ainda não foi definido. O jogador atuou pela Chapecoense por dois anos, depois de passar por Grêmio e Bahia.

Por unanimidade, a Primeira Turma da Corte acompanhou o relator, ministro Dezena da Silva, e reverteu a decisão de primeira instância.

O colegiado do TST decidiu que o pagamento de adicional noturno é assegurado pelas leis trabalhistas e pela Constituição, apesar de não constar da Lei Pelé. A decisão foi publicada na última quinta-feira, 12.

Zagueiro Thiego foi um dos 71 mortos no acidente da Chapecoense em 2016
Zagueiro Thiego foi um dos 71 mortos no acidente da Chapecoense em 2016

Acidente aéreo da Chapecoense matou 71 pessoas em 2016

Em 29 de novembro de 2016, Thiego e outras 70 pessoas morreram após a queda do avião em que estava a delegação da Chapecoense. A aeronave da LaMia, sem combustível, caiu perto de Medellín, na Colômbia, onde a equipe jogaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

 

 

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