19 de fevereiro de 2026
Politica

Líder do PT defende votação do PL Antifacção que trava pauta da Câmara

BRASÍLIA E SÃO PAULO – O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), defendeu nesta quinta-feira, 19, a votação imediata do chamado PL Antifacção. A proposta tramita em regime de urgência e, por isso, passou a travar a pauta da Casa desde 9 de fevereiro.

Em publicação na rede social X, Uczai disse que o partido tem “disposição” para votar o projeto. Afirmou que a medida serve para destrancar a agenda de votações, mas também para dar uma resposta ao avanço de facções criminosas.

O texto já foi aprovado pela Câmara e analisado pelo Senado, que fez ajustes. Agora, voltou aos deputados. Pela regra do Congresso, cabe à Câmara decidir se mantém a versão original ou se aceita as mudanças feitas pelos senadores.

Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defende votação imediata do PL Antifacção.
Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defende votação imediata do PL Antifacção.

“Mantemos a mesma posição adotada antes do carnaval. A bancada tem disposição para votar o PL Antifacção”, escreveu Uczai. Ele acrescentou que o projeto retorna “com plenas condições de deliberação” e que a Câmara precisa escolher entre o texto aprovado antes e a versão alterada no Senado.

O tema ganhou novo peso político desde que o governo enviou o projeto ao Congresso, em novembro, poucos dias após a megaoperação da Polícia do Rio nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 122 mortos, sendo 117 civis e cinco policiais.

No caminho, a proposta virou foco de disputa dentro do próprio governo. As mudanças feitas na Câmara pelo relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), desagradaram o Palácio do Planalto. No Senado, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) alterou pontos do texto, num formato visto como mais aceitável pelo Executivo.

Antes do carnaval, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a tendência era manter Derrite como relator. Motta também afirmou que esperava uma decisão do governo sobre retirar o pedido de urgência, o que destravaria a pauta sem acelerar a votação.

 

 

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