19 de fevereiro de 2026
Geral

Ministério Público pede suspensão do fechamento de escolas em zona rural de Alagoinhas

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou à Prefeitura de Alagoinhas a suspensão imediata do fechamento de escolas na zona rural. A decisão, tomada pela promotora de Justiça Patrícia Martins, visa interromper o reordenamento da rede municipal de ensino até que critérios legais e sociais sejam cumpridos. O prazo de retorno das aulas é justamente na próxima segunda-feira (23). 

 

Segundo a apuração do MP-BA, há falhas no processo de desativação de oito escolas, sendo elas as seguintes:

Há uma falta de justificativa, não foram apresentados relatórios individuais que expliquem o motivo do fechamento de cada unidade;

As comunidades locais foram ignoradas. Não houve uma “escuta qualificada” das famílias e moradores que serão diretamente afetados pela mudança;

E por fim, o Conselho Municipal de Educação vistoriou apenas uma das unidades para onde os alunos seriam transferidos, deixando as outras sete sem avaliação.

 

Para que o fechamento das escolas seja considerado legal, o Ministério Público exige que o Município apresente um relatório técnico para cada escola, contendo três pontos considerados essenciais pelo órgão: o impacto social, o transporte na região e garantia de não abandono.  

 

Coisas como a mudança afetará a vida na comunidade rural ainda não foram reveladas, entre elas: Um relatório detalhado de como se encontra as sobre as condições de deslocamento e segurança dos estudantes e provas de que os alunos não abandonarão os estudos devido à distância.

 

Todo o material produzido deve ser enviado ao Conselho Municipal de Educação (Órgão da Secretária de Educação da cidade, que terá a palavra final por um parecer técnico.

 

Até que esses pontos sejam esclarecidos e as comunidades ouvidas formalmente, as escolas devem permanecer abertas para garantir o acesso à educação dos alunos do campo. O Bahia Notícias procurou a secretária de educação da cidade, mas até o momento não houve resposta. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *