27 de fevereiro de 2026
Politica

O que a CPI do INSS tem na mira contra o banqueiro Augusto Lima e o consignado do Master

O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e dono do Banco Pleno, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, 18, enfrenta sete requerimentos na CPI do INSS. São pedidos de depoimento e de quebra de sigilo fiscal e bancário, ainda pendentes de análise pelo colegiado.

Conhecido como consignado do Master, o Credcesta, que foi adquirido por Lima em 2018 e depois incorporado ao banco, é alvo de três solicitações na CPI, para a quebra de sigilos bancários da companhia.

A ofensiva da CPI contra Lima começou no fim de novembro, quando o empresário e o dono do Master, Daniel Vorcaro, ficaram alguns dias presos pela Polícia Federal (PF). A corporação investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Master.

Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Master
Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Master

“Augusto Lima desempenhou papel relevante na criação, desenvolvimento e expansão de produtos de crédito consignado vinculados ao Master e ao modelo CredCesta, o que o coloca em posição central no contexto que envolve concessões de crédito a beneficiários do INSS”, escreveu o senador Izalci Lucas (PL-DF) em um dos requerimentos.

Os pedidos de parlamentares da CPI do INSS contra Augusto Lima

  • Quebra de sigilo bancário: senador Eduardo Girão e deputados Marcel Van Hattem, Adriana Ventura e Luiz Lima, do Novo; 
  • Quebra de sigilo fiscal: senador Eduardo Girão e deputados Marcel Van Hattem, Adriana Ventura e Luiz Lima, do Novo;
  • Quebra de sigilo bancário e fiscal: senador Izalci Lucas (PL-DF); 
  • Convocação: deputado Duarte Jr (PSB-MA);
  • Depoimento como testemunha: senador Izalci Lucas (PL-DF); 
  • Depoimento como testemunha: senadora Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Depoimento como testemunha: senador Eduardo Girão e deputados Marcel Van Hattem, Adriana Ventura e Luiz Lima, do Novo.

Trajetória de Lima remonta a empresa de consignado

O começo da trajetória de Lima como banqueiro de destaque remonta à empresa de crédito consignado Credcesta, adquirida em uma privatização feita na Bahia em 2018, durante o governo de Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil. O Credcesta foi incorporado pelo Master em 2019, quando Lima se tornou sócio do banco.

Lima arrematou, depois de dois leilões sem interessados, a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que era dona da rede estatal de supermercados Cesta do Povo, que operava com produtos populares e com preços subsidiados. Lima mantém essa empresa de varejo em operação na Bahia.

Menos de um mês depois de Lima vencer o leilão, o governo da Bahia autorizou servidores públicos e pensionistas a fazer compras no Cesta do Povo com recursos do programa de crédito consignado Credcesta, que também ganhou o direito de ampliar os seus negócios financeiros. Logo, a empresa prosperou e, em poucos meses, ele estava atuando em quase todos os Estados.

BC liquidou Pleno, banco de Augusto Lima

O BC decretou nesta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. Com isso, o banco deixa de funcionar. Em agosto passado, o próprio BC aprovou a transferência do controle societário do Banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master, para Augusto Lima, passando a operar sob o nome de Banco Pleno.

Nascido em Salvador, o economista era sócio do mineiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. Na época da prisão, sua defesa disse ter recebido a operação “com absoluta surpresa” porque “Augusto Lima já havia se desligado definitivamente de todas as suas funções executivas no Banco Master em maio de 2024″.

 

 

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