26 de fevereiro de 2026
Politica

Gleisi tenta debelar rejeição evangélica, mas ‘família em conserva’ teve aval no Planalto

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Até outubro falta tanto tempo no relógio da política que o eleitor já estará pensando no próximo carnaval. Mas o estrago deixado pelo desfile em homenagem ao presidente Lula, especialmente com a ala “famílias em conserva”, dificilmente será superado.

A avaliação avança entre governistas que agora lutam para tentar amenizar o mal estar com o eleitorado confessional.

Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais
Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hofmann, veio a público, na noite dessa quinta-feira, 19, falar como se não tivesse ideia do que a escola de samba planejava. Até comparou as críticas a pecado, para se aproximar da linguagem dos mais religiosos. Mas soou desafinada.

“É de muito oportunismo e hipocrisia as acusações de que o presidente Lula e o governo atacam as famílias e o povo evangélico por conta da homenagem que ele recebeu da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que através de um samba-enredo lindo contou a vida de Lula e homenageou a sua mãe”, disse.

Segundo a ministra, esse tipo de “abordagem mentirosa” foi usada na eleição de 2022 para alegar que Lula perseguiria as igrejas se fosse eleito. “É gente dissimulada e mentirosa. Os fatos estão aí para mostrar o pecado que cometeram”, completou Gleisi.

Uma semana antes do carnaval, a ministra do Planalto cantou o samba-enredo em homenagem a Lula na tribuna da Câmara dos Deputados.

Gleisi teve duas reuniões com representantes da escola de samba ano passado. A primeira-dama Janja foi ao último ensaio no barracão. Ou seja, o Planalto sabia e avalizava as ofensas aos opositores de Lula levadas à avenida.

O presidente de honra da acadêmicos de Niterói, vereador Anderson Pipico, é do PT. Também esteve com Gleisi, assim como o presidente da escola, Wallace Palhares.

A oposição poderá resgatar permanentemente as imagens do desfile. E ajudar a reforçar a rejeição de evangélicos e católicos.

Tradicionalmente esse público já manifesta rejeição ao presidente Lula e ao PT, especialmente os evangélicos. As pesquisas mais recentes de grandes institutos mostram que a rejeição evangélica ao governo petista fica entre 60% e 70%. A rejeição dos católicos fica em torno de 40%.

A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição aguardam os resultados das próximas pesquisas para olhar com lupa o recorte da intenção de voto do eleitor por religião e alinhar os próximos passos.

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