Flávio inclui mulher na campanha, tenta driblar ausência de Michelle e rejeição de voto feminino
O senador Flávio Bolsonaro (PL) já tem uma estratégia em curso para tentar driblar a provável ausência de Michelle Bolsonaro em seu palanque e superar a rejeição do eleitorado feminino, que ultrapassa os 50%, segundo pesquisa Atlas recente.
A ideia é levar cada vez mais sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, para dentro da campanha. Os primeiros passos já começaram a ser dados em postagens nas redes sociais de Fernanda e serão intensificados a partir deste mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
Segundo apurou a Coluna do Estadão, o candidato quer que Fernanda, discreta nas redes sociais e nas aparições ao lado do senador, ganhe cada vez mais espaço na campanha. Hoje ela tem apenas seis postagens no Instagram, todas com cunho político e relacionadas à campanha do marido. Na última publicação feita, no fim de janeiro, Fernanda e Flávio posam em Jerusalém usando camisetas com os dizeres “Acorda Brasil”.
O aumento da presença de Fernanda ao lado do pré-candidato vem acontecendo de forma gradual. Um dos exemplos percebidos foi uma mensagem de fim de ano nas redes sociais, em que a dentista aparece no centro da imagem, ao lado do marido e das duas filhas, desejando feliz Natal e pregando a união da família.
“Em momentos difíceis, é a família que nos sustenta, e é Deus que nos dá a certeza de que não estamos sozinhos”, diz a mulher de Flávio Bolsonaro.
Flávio quer ampliar apoio entre as mulheres
Um dos maiores desafios para Flávio é diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino. Segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na semana passada, 54% das mulheres ouvidas disseram ter mais medo ou preocupação com a eleição de Flávio Bolsonaro do que com a reeleição de Lula, que apareceu com 38,4% no mesmo cruzamento.
Nos recortes por gênero da pesquisa, o apoio das mulheres a Flávio oscila entre 28,6% e 33,5%. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2024, as mulheres são a maioria do eleitorado feminino e representam 52% do total de votantes no país.
