4 de março de 2026
Politica

‘A relação entre a PF e o STF é harmoniosa’, diz Andrei Rodrigues, diretor da polícia

BRASÍLIA – No dia em que a Polícia Federal cumpriu uma série de ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, o diretor-geral da corporação disse ao Estadão que a relação entre as duas instituições é pacífica. “A relação entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal é institucional e harmoniosa, com cada órgão cumprindo seu papel dentro das normas constitucionais e legais”, afirmou.

Nesta quarta-feira, 4, a pedido da Polícia Federal, Mendonça determinou o cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão e de bloqueio de valores em posse dos investigados para instruir o inquérito sobre as fraudes no Banco Master.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que relação com o STF é pacífica
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que relação com o STF é pacífica

Mendonça assumiu a relatoria do caso no mês passado. Antes dele, Dias Toffoli tomou uma série de decisões que colocaram a relação do Supremo com a PF em xeque. Entre as medidas adotadas por Toffoli, houve limitação no número de investigadores com acesso aos autos. Mendonça desfez essa ordem e deu mais autonomia para a polícia conduzir as apurações.

Em compensação, a relação entre o Supremo e a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue o caminho inverso – ao menos em relação ao caso Master. Na decisão desta quarta, Mendonça lamentou que a instituição comandada por Paulo Gonet foi contrária à prisão de Vorcaro.

“Lamenta-se que a PGR diga que não se entrevê no pedido, nem no encaminhamento dos autos a indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito”, escreveu o ministro.

Mendonça enfatizou na decisão haver “concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas”. O ministro também afirmou que há evidências “fartamente reveladas na representação da PF” para justificar as medidas tomadas por ele.

 

 

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