4 de março de 2026
Politica

Presidente da CPI do INSS vai apresentar recurso da decisão de Dino que beneficiou amiga de Lulinha

BRASÍLIA – O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), vai contestar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que anulou a quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger.

Viana compartilha o entendimento do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), de que a decisão pode se estender à quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e aos outros mais de 80 requerimentos aprovados na sessão da CPI na semana passada.

Viana foi eleito presidente da CPI do INSS após articulação da oposição
Viana foi eleito presidente da CPI do INSS após articulação da oposição

“Estamos juntamente com a Advocacia do Senado analisando todas as repercussões. No nosso entender, a decisão pode ser estendida a todos. A Advocacia entrará com os recursos necessários para que a gente possa ter uma decisão”, disse Viana nesta quarta-feira, 4. “Temos os recursos, temos que ser respeitados.”

Dino concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, eles sejam mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

Na decisão, Dino ressaltou que as CPIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar de forma individualizada medidas que violem dados sigilosos.

Dino entrou em campo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar recurso da base do governo contra a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Luchsinger, Lulinha e outras oito dezenas de requerimentos.

“Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI”, disse o presidente do Senado.

“A decisão de Dino é uma afronta ao Parlamento”, afirmou Viana. “Recebo com profunda indignação a decisão liminar proferida pelo ministro Flávio Dino. Essa decisão ocorre após o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, ter analisado formalmente os argumentos apresentados e ter concluído que a votação na CPI respeitou integralmente o Regimento e a Constituição brasileira.”

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *