10 de março de 2026
Politica

Fachin procura ministros para tentar tirar STF da crise do Banco Master

BRASÍLIA — Desde a divulgação de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou os colegas para conversar sobre formas de retirar a Corte do centro da crise do Banco Master. Segundo interlocutores, Fachin já teria falado com os nove colegas — entre eles, Moraes e André Mendonça, o relator das investigações.

As conversas aconteceram inclusive ao logo do fim de semana. Fachin considera a situação grave e, com alguns ministros, insistiu na criação de um código de conduta para o STF. A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional.

O presidente do STF, Edson Fachin, conversou com colegas sobre a crise do Banco Master
O presidente do STF, Edson Fachin, conversou com colegas sobre a crise do Banco Master

Nesta terça-feira, 10, Fachin defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e as partes envolvidas nos processos. Ele aproveitou a abertura de um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para dar o recado aos colegas.

O STF se viu dentro da crise do Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações. O Estadãomostrou a ligação de umempreendimento de Dias Toffolicom fundos ligados ao Master, de Vorcaro. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, que passou para o Mendonça.

Na semana passada, o relator determinou nova prisão do banqueiro. Ao mesmo tempo, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam que o investigado mantinha contato com Moraes. A advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro, mantém um contrato milionário com o Banco Master.

Alexandre de Moraes se encontrava com Vorcaro efalou com ele ao longo do dia 17 de novembro, data da primeira prisão. Além disso, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, “incompatível” com valores de mercado, segundo especialistas.

 

 

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