Master: Oposição pede que STF apure contrato de R$ 38 milhões de escritório de Ibaneis com a Reag
A oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu nesta terça-feira, 10, que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público local apurem um contrato de R$ 38 milhões firmado entre o escritório do governador e um fundo da Reag, investigada no caso Master. O contrato foi assinado em maio de 2024, época em que o Banco de Brasília (BRB) já comprava carteiras do Banco Master. O Master e a Reag foram liquidados pelo Banco Central nos últimos meses.
“Infere-se que o escritório do governador pode ter recebido recursos advindos dos grupos privados interessados nas operações BRB-Master, defendidas publicamente pelo governador e causadoras dos prejuízos bilionários”, escreveu o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) ao relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça.
O contrato, que trata de venda de honorários de precatórios a um fundo da Reag, foi divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pela Coluna do Estadão.

Felix pediu que Ibaneis seja investigado no processo, para que a Polícia Federal apure se há outros contratos entre o governador e a Reag e se os preços pagos são compatíveis com valores de mercado.
Em outra frente, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) pediu ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios a indisponibilidade de bens de Ibaneis e outros supostos responsáveis pelo rombo bilionário no BRB gerado pelo caso Master.
Pai de Vorcaro usou conta da Reag para ocultar R$ 2,2 bilhões de banqueiro, diz PF
Na decisão que ordenou na última semana a prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, a Polícia Federal (PF) afirmou que o empresário escondeu R$ 2,2 bilhões em uma conta de seu pai aberta na corretora Reag. A empresa é alvo da mesma investigação, por suspeita de ser usada em operações de lavagem de dinheiro.
Como mostrou o Estadão em dezembro passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontou que a Reag tem “sérios problemas de controles internos e de governança”. Segundo o relatório, a corretora “mantém continuidade de vínculos com clientes sobre os quais já não tem mais pleno conhecimento da origem dos seus recursos e da constituição de seu patrimônio”.
