26 de março de 2026
Politica

Temer diz que sem Moraes talvez não houvesse eleições em 2022 e que não se arrepende da indicação

SÃO PAULO – O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu nesta terça-feira, 17, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de críticas de que o magistrado teria “pesado a mão” na sua atuação diante de casos como o inquérito das fake news e nas ações penais envolvendo a trama golpista em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu o nomeei e confesso, não me arrependo, porque digo a vocês, se não fosse ele no passado recente, nós talvez não tivéssemos eleições no País”, disse Temer. “Ele teve uma coragem jurídica e até pessoal extraordinárias.”

As declarações foram feitas durante o Fórum Pensa Brasil, promovido pelo canal BandNews TV. Também participou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Michel Temer ao lado de seu então ministro Alexandre de Moraes
Michel Temer ao lado de seu então ministro Alexandre de Moraes

Temer indicou Alexandre de Moraes ao STF em 6 de fevereiro de 2017, para preencher a vaga aberta após a morte do ministro Teori Zavascki em um acidente aéreo.

“Interessante que não é só redes sociais, a crítica vem de um setor com mais credibilidade, que é a imprensa brasileira”, continuou o ex-presidente. “Quando se fala que a ‘liberdade de expressão tem que ser plena’, tem que ser plena, tanto é plena que a imprensa critica muitas vezes o que o Supremo faz.”

A defesa de Temer a Moraes vem no momento em que o ministro está envolto em polêmicas em razão da revelação de relações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso por fraudes financeiras. Conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, as mensagens eram destinadas ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro, porém, negou, sem explicar se teve alguma conversa com Vorcaro.

O Estadão confirmou com pessoas a par da investigação que Moraes e Vorcaro conversaram no dia da prisão. Segundo o presidente da CPI do INSS, carlos viana, a mensagem de Vorcaaro questionando se o interlocutor teria conseguido “bloquear”, enviada naquele dia, teve como destino um telefone funcional do STF.

Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, tinha contrato com o Master que previa atuação no BC, na Receita e no Congresso e que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, ao longo de três anos, o que poderia totalizar R$ 129 milhões.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *