26 de março de 2026
Politica

Ao lado de Lula, Haddad é confirmado como pré-candidato ao governo de São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi confirmado nesta quinta-feira, 19, como pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em evento ao lado do presidente Lula no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. A cidade é berço histórico da legenda.

Mais cedo, na capital paulista, Haddad anunciou que deixaria nesta quinta o comando da Fazenda e aproveitou para fazer um balanço de sua gestão. Ele será substituído pelo secretário-executivo do ministério, Dario Durigan.

Haddad foi escolhido por Lula para disputar o governo de São Paulo
Haddad foi escolhido por Lula para disputar o governo de São Paulo

Haddad resistia à ideia de disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes, mas acabou cedendo à pressão de Lula, que o considera a opção mais segura para montar um palanque forte no maior colégio eleitoral do País.

O PT nunca venceu em São Paulo e só chegou ao segundo turno duas vezes: em 2002, com José Genoino, e em 2022, com Haddad. O ministro da Fazenda se tornou o petista com melhor desempenho em disputas estaduais ao terminar a corrida paulista com 44,73% dos votos válidos contra 55,27% de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Como mostrou o Estadão, historicamente, o PT perde no voto presidencial em São Paulo, com exceção de 2002, quando Lula superou José Serra.

Para o partido, o objetivo principal não é necessariamente vencer, mas impedir que a oposição abra larga vantagem. Em 2022, Lula ficou cerca de dez pontos percentuais atrás de Bolsonaro no segundo turno no Estado — diferença considerada decisiva para sua vitória apertada no País. Em 2018, a distância entre Haddad e Bolsonaro em São Paulo foi bem maior: cerca de 35 pontos percentuais.

Diversas autoridades marcaram presença no evento, entre elas, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Camilo Santana (Educação), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), além de dirigentes de partidos como PCdoB e PSB.

 

 

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