25 de março de 2026
Politica

CPI do INSS fará leitura e votação do relatório na próxima semana se não houver prorrogação

BRASÍLIA – O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), definiu a próxima quarta-feira, 25, e a próxima quinta-feira, 26, como os dias da leitura e da votação, respectivamente, do relatório final da comissão caso os trabalhos do colegiado não sejam prorrogados.

Viana e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), trabalham com essa possibilidade como um plano B. Ambos têm altas expectativas de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça acolha o mandado de segurança protocolado pela comissão e prolongue as atividades do colegiado por ao menos mais 60 dias.

Viana, que tem boa relação com Mendonça, tem esperança que ele acatará mandado de segurança
Viana, que tem boa relação com Mendonça, tem esperança que ele acatará mandado de segurança

Esse plano pode ser posto em prática até mesmo durante a leitura do relatório, que poderia ser interrompida para a apresentação de novo calendário caso a determinação do ministro pela prorrogação chegue antes. O último dia de sessão da CPI é na próxima quinta-feira.

Viana entrou com mandado de segurança no Supremo na última sexta-feira, 13, pedindo por até 120 dias. O presidente acredita que a concessão de mais 60 dias no prazo seria o suficiente para a conclusão dos trabalhos da comissão. Sem a concessão de mais tempo, a CPI tem previsão de acabar no próximo sábado, 28.

Gaspar já trabalha ativamente na produção do relatório. Pessoas a par da elaboração do documento dizem que o texto atual já tem mais de 4 mil páginas que contarão toda a história do escândalo de descontos associativos não autorizados de beneficiários do INSS, também com base nos depoimentos e nos documentos apreciados pela CPI. Ele tem reuniões diárias com a equipe para a confecção do texto.

 

 

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