26 de março de 2026
Politica

Dino manda presidente da CPI do INSS explicar emendas Pix de R$ 3,6 milhões para Lagoinha

O ministro Flávio Dino determinou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI do INSS, e o Senado Federal expliquem supostas irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões em “emendas Pix” para a Fundação Oasis – braço da Igreja Batista da Lagoinha, que tem vínculos com Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

A “emenda PIX” é o nome popular das transferências especiais de recursos federais indicadas por parlamentares diretamente a estados e municípios, sem necessidade de convênio prévio ou apresentação de projeto detalhado.

Flávio Dino determinou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) explique as emendas enviadas ao braço social da Lagoinha
Flávio Dino determinou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) explique as emendas enviadas ao braço social da Lagoinha

“À vista da necessidade de assegurar o cumprimento do Acórdão deste STF, de dezembro de 2022, que fixou balizas quanto à transparência e à rastreabilidade de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, determino o envio de Ofício ao Exmo. Senador Carlos Viana, bem como a intimação do Senado Federal, por intermédio de seu Advogado-Geral, para que se manifestem acerca dos fatos reportados no prazo de 5 (cinco) dias úteis”, determinou Dino.

“Segundo informações veiculadas em 16 de março de 2026, o Senador Carlos Viana destinou, ao longo de três exercícios fiscais distintos, o montante total de R$ 3,6 milhões (três milhões e seiscentos mil reais) em emendas parlamentares à Fundação Oasis, liderada pelo pastor André Valadão”, detalha a petição protocolada pelos deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), acolhida pelo ministro.

O Estadão pediu manifestação do senador Carlos Viana sobre os repasses. O espaço está aberto.

“As decisões desta Corte na ADPF 854 (orçamento secreto) exigem que as emendas Pix sejam executadas com identificação clara do parlamentar autor, do beneficiário final e da finalidade, vedado o direcionamento para entidades sem critérios objetivos e públicos de seleção. A destinação de R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis ao longo de três exercícios, por parlamentar que mantém relação de financiamento habitual com a entidade beneficiária e que, na posição de presidente de comissão investigativa, atua para protegê-la de investigações, viola frontalmente os princípios de impessoalidade e transparência que esta ADPF busca garantir”, sustentam os deputados.

 

 

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