Moraes segue ‘cronologia criminosa lógica’ de Gonet em voto sobre trama golpista
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre a trama golpista, usou a mesma lógica da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para defender a condenação dos réus. O voto do ministro foi apresentado nesta terça-feira, 9, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moraes fez uma espécie de linha do tempo para mostrar que as provas compõem um contexto de planejamento de um golpe de Estado. O ministro iniciou a lista de atos preparatórios para o golpe com a tentativa de minar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, que teria sido iniciada em junho de 2021.

O ministro também destacou o 7 de Setembro de 2021, quando Jair Bolsonaro xingou Moraes de canalha e conclamou aliados a não respeitarem decisões tomadas pelo STF. E, também, a bomba instalada no Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022. O artefato foi encontrado antes de explodir.
“Se pegássemos (o fato) de forma isolada é uma coisa, mas nós estamos falando de uma sequência de tentativa de perpetuação no poder a todo custo”, explicou o ministro.
O ato final da tentativa de golpe seria o 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram as sedes dos Três Poderes. Para Moraes, trata-se de uma “cronologia criminosa lógica”, com “excesso de provas nos autos”.
Apesar do panorama feito no voto, Moraes também se ocupou dos detalhes. Especialmente na parte final da exposição, o ministro destacou atos específicos cometidos pelos integrantes do que a PGR chamou de organização criminosa.
