7 de maio de 2026
Politica

Bolsonaro fica em beco sem saída: pena maior ‘por liderar grupo’ e sem chance de anistia

Não adiantou Jair Bolsonaro (PL) se abrigar nos Estados Unidos no 8 de janeiro de 2023 e usar isso como álibi para tentar eximir-se de responsabilidade pelos atos golpistas. O voto do relator Alexandre de Moraes, já seguido pelo ministro Flávio Dino, torna impossível dissociar o ex-presidente da construção da trama.

Se na semana passada Bolsonaro via um luz no fim do túnel sonhando com a anistia, agora ficou num beco sem saída: com previsão de pena maior e sem chances de perdão concedido pelo Congresso.

Dino se antecipou ao projeto do Legislativo e avisou que tentativa de golpe não pode ser anistiada. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), submergiu nas articulações nesta semana, depois de radicalizar no 7 de Setembro e queimar pontes com o Supremo Tribunal Federal (STF)

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entendeu que, se pautasse o projeto, endossaria a escalada de críticas contra a “tirania do Supremo” e não vê nenhuma vantagem nisso. Por ora, nem sequer vai indicar relator.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aumentou sua barreira contra a anistia “ampla, geral e irrestrita”, como tem defendido o PL. Segundo apurou a Coluna do Estadão, ele relatou a pessoas próximas que ficou irritado com a cobrança pública feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante os atos de 7 de Setembro.

“Não existe meia anistia, não existe anistia criminal sem a anistia eleitoral. A nossa Constituição é muito clara e não deixem, presidentes Hugo e Davi, que o nosso Poder Legislativo seja, mais uma vez, pisado por Alexandre de Moraes, humilhado por Alexandre de Moraes”, disse Flávio, no protesto em Copacabana (RJ).

Na semana passada, Alcolumbre tirara da gaveta a ideia de aprovar uma proposta que reduza as penas dos condenados do 8/1 que participaram da depredação dos prédios dos três Poderes, mas não financiaram nem planejaram os ataques. Esse alívio excluiria Bolsonaro e outros sete réus na ação penal da trama golpista.

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL)  durante entrevista após prestar depoimento na Policia Federal, durante o trâmite da investigação
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista após prestar depoimento na Policia Federal, durante o trâmite da investigação

 

 

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