Senado vê nova ‘trapalhada’ da Câmara em impasse com PF no projeto antifacção
Senadores ouvidos pela Coluna do Estadão veem a polêmica com as atribuições da Polícia Federal (PF) no projeto de lei antifacção como uma nova “trapalhada” da Câmara. A comparação é com a PEC da Blindagem e com a anistia aos condenados por golpe e pelo 8 de janeiro, que travaram na Casa após forte repercussão negativa.
Na avaliação de lideranças de partidos de centro-direita, o impasse com a PF no relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) não deve ter tanto efeito na sociedade, mas a repercussão política, com a “grita” do PT e do governo Lula poderia travar a proposta.
Envolver a PF na discussão é “delicado”, dizem parlamentares. Por enquanto, o Senado deve assistir de “camarote” à tentativa dos deputados de resolver o imbróglio. “A Câmara que dê um jeito”, afirmou um senador.
A ideia do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), era votar o projeto antifacção nesta terça-feira, 11, no plenário, mas adiou a análise após reação da PF e do governo. Em entrevista à Coluna do Estadão, o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, disse que as mudanças feitas no texto por Derrite vão tumultuar as investigações da Operação Carbono Oculto, que mira o Primeiro Comando da Capital (PCC).

