Lei Magnitsky: o fim da infantilidade da intervenção de Trump
O lado positivo da retirada das sanções da lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, é colocar uma pá de cal na ilusão infantil de que seria preciso uma intervenção externa para resolver nossos próprios problemas. Ainda mais por depender de uma figura tão volúvel e imprevisível como o presidente americano Donald Trump.
O suposto trunfo bolsonarista, alardeado pelo filho Eduardo, de uma influência consistente sobre o governo americano era de vidro e se quebrou. Restou ao 03 uma nota em que não disfarça a decepção, a desilusão. Choram os mais radicais. Prevaleceu até agora a “química” entre Lula e Trump.

Isso tudo significa que nossos problemas acabaram? De maneira nenhuma. Moraes segue como figura controversa, sejam pelas intervenções autoritárias na sociedade, sejam pelas relações milionárias ainda não explicadas com o liquidado banco Master. Executivo, Legislativo e Judiciário seguem nas suas relações tumultuadas, meio que em busca de tomar o espaço um do outro.
As questões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, agora são assuntos nossos. A política tem feito sua parte ao reduzir as suas penas, consideradas excessivas pela maioria do Parlamento.
Ficou nisso tudo mais uma lição amarga, para os radicais, de que mesmo numa democracia como a nossa, não há saídas fora das nossas próprias instituições, por mais disfuncionais que elas sejam. O resto é ilusão de primeira infância.
