24 de janeiro de 2026
Politica

O que você precisa saber

Quem está procurando emprego numa era em que a IA ameaça extinguir profissões, precisa saber que um poderoso arsenal de condições para se engajar no mercado é o conjunto de soft skills que as empresas procuram. Soft skills constituem habilidades comportamentais, mentais e socioemocionais que fazem as pessoas se comportarem de determinada maneira.

São também chamadas “competências socioemocionais” e, durante muito tempo, foram ignoradas pela educação formal. Esta se ateve à necrosada ideia de que educar é fazer decorar informações. A escola antiga foi atropelada pela modernidade. As tecnologias disponíveis colocam ao alcance de quem tem curiosidade um conjunto de dados inigualável. Várias bibliotecas universais estão contidas num só celular. E o Brasil é o universo digital mais dinâmico. Há mais celulares do que habitantes e os brasileiros são os que mais se utilizam dos recursos da IA – a Inteligência Artificial, que hoje domina o panorama.

As dez competências mais desejáveis são:

  1. Comunicação e escuta ativa. Todos querem falar, poucos querem escutar. Comunicar-se é fazer-se entender. E é uma via de mão dupla. Não basta ouvir. É preciso captar a mensagem, refletir, compreender, acolher e responder.
  2. Inteligência emocional. A capacidade de assimilar, lidar, reconhecer, identificar, gerenciar e nomear as emoções e pensamentos e comportamentos dos outros e de si mesmo. Para adquiri-la e aprimorá-la, focar cinco pilares: autoconsciência, autogestão, empatia, automotivação e habilidades sociais.
  3. Orientação a resultados. As pessoas são indecisas, prolixas, parecem titubear em tudo. É preciso ter capacidade de focar em metas, objetivos e demonstrar proatividade. Saber o que se quer fazer e onde se quer chegar. O mundo é muito conectado e o cérebro pode se perder muito facilmente. Uma boa técnica é escrever seus objetivos e avaliar, diariamente, se eles estão mais próximos ou mais distantes. E retomar a rota.
  4. Resiliência. É uma palavra muito utilizada para as crises climáticas. Ser resiliente é se adaptar à situação adversa. Resistir. Não é só ter paciência com os problemas. Significa extrair aprendizado de situações difíceis, se adaptar para estar mais fortalecido e despender menos energia em novos desafios. Controlar-se e manter serenidade ante insucessos, aprender com os erros, reagir e resolver de fato os problemas.
  5. Agilidade. É “vestir a camisa”, entender o negócio, suas complexidades, desafios e objetivos. A competição, o desafio do prazo, são situações que exigem velocidade. O tempo é o insumo que ninguém consegue estocar ou estender. A cada minuto vivido, é um a menos no total de sua existência. Já por si efêmera e frágil.
  6. Pensamento crítico. A capacidade de analisar as informações, premissas, argumentos e agir baseado em evidências. Tomar decisões. Não permanecer indeciso. A dúvida, como instante para avaliar as consequências, é um sistema saudável. O que não pode existir é a dúvida permanente. Isso é próprio de personalidades frágeis e inseguras.
  7. Tomada de decisões. É quase uma consequência do pensamento crítico e da agilidade. Avaliar e ir em frente. Não há tempo para tergiversação. Saber tomar decisões é um talento em falta no mundo contemporâneo. Há quem espere que a vida decida por si, em seu lugar. Isso é trágico.
  8. Negociação. Resultado de ouvir com atenção e interesse. Chegar a bons acordos. Com benefícios recíprocos. O jogo do ganha-ganha. Ter paciência para procurar situar-se no lugar do outro.
  9. Flexibilidade. A rigidez de pensamento e conduta não leva a bons resultados. Liberar-se do egoísmo, do egocentrismo, da arrogância e prepotência e verificar se, naquele caso, a razão está do outro lado. Saber ouvir e transigir, para se chegar a bom termo.
  10. Criatividade. O mundo precisa de soluções para inúmeros problemas que só parecem ser insolúveis. Não são. Pensar “fora da caixinha”. Pensar o que ninguém pensou antes. Ousar, ser audacioso. Se errar, fazer de novo. Não há perfeição humana. Todos somos carentes e deficientes em algum ponto. Mas é preciso insistir em se tornar alguém imprescindível para outrem.

Os itens citados resultam da pesquisa Leadership Outlook, do Evermonte Institute e foram compilados por Beatriz Pecinato, estagiária de Newsletter, a quem agradeço.

 

 

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