12 de janeiro de 2026
Politica

Médico diz que Bolsonaro caiu ao tentar caminhar na cela e teve traumatismo craniano leve

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda dentro da cela onde está preso na Superintendência da Polícia Federal e teve traumatismo craniano leve, segundo informou nesta quarta-feira, 7, um de seus médicos. De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, Bolsonaro se levantou durante a madrugada, tentou caminhar e caiu. Inicialmente, a equipe chegou a considerar a hipótese de queda da cama.

“Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, disse.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Exames realizados nesta quarta descartaram a hipótese de convulsão. Os resultados apontaram lesão em partes moles nas regiões temporal direita e frontal direita, compatíveis com traumatismo craniano leve, segundo Caiado.

O médico também relatou preocupação com o uso de medicamentos prescritos para controlar crises de soluço.

“Ele faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços e nós estamos diante de um problema. Se esses quadros forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de aumento de risco pelos medicamentos, nós temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço. Ou eu mantenho a medicação e aumento o risco, que eu ainda não sei se é, nós vamos avaliar”, afirmou.

Bolsonaro foi levado na manhã desta quarta ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames. O comboio da PF e da Polícia Militar do DF chegou por volta das 11h20. O ex-presidente estava acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Também nesta quarta, o Conselho Federal de Medicina determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura imediata de sindicância para apurar denúncias sobre as condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente, após manifestações que apontaram preocupação com a assistência adequada.

Michelle Bolsonaro criticou a demora para a autorização da ida ao hospital e afirmou que, “mais uma vez”, haverá “sangue nas mãos” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A autorização para os exames no DF Star foi concedida nesta quarta-feira.

 

 

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