13 de janeiro de 2026
Politica

Caso Master: Reunião com BC tem constrangimento, mas TCU decide por diligência rápida; leia bastidor

Numa sala com mais de 20 pessoas, o Tribunal de Contas da União (TCU) concordou em avalizar as ações tomadas pelo Banco Central na liquidação do Master.

O compromisso foi de uma diligência rápida – que nem chega a ser uma inspeção – feita pelo corpo técnico do TCU, unidade respeitada conhecida como “audibancos”, e não mais pelo gabinete do ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus.

A “audibancos”, aliás, já tinha concordado em relatório com o que havia sido feito pelo BC. Nenhuma chance de reversão de liquidação ou de congelamento de venda de ativos.

 Tribunal de Contas da União (TCU) concordou em avalizar as ações tomadas pelo Banco Central na liquidação do Master.
Tribunal de Contas da União (TCU) concordou em avalizar as ações tomadas pelo Banco Central na liquidação do Master.

Conforme interlocutores ouvidos pela coluna, a situação dentro da sala de reuniões onde representantes do BC receberam os ministros do tribunal nesta segunda-feira, 12, era bem diferente do que foi descrito publicamente.

Enquanto o presidente do TCU, ministro Vital do Rego, contou aos jornalistas que o BC havia “pedido” a inspeção e queria o “selo de qualidade” do tribunal, na reunião, ficou evidente o constrangimento com a situação.

Desde que o TCU decidiu entrar no caso Master, ameaçando reverter ou dificultar a liquidação do banco de Daniel Vorcaro, muitas vozes da opinião pública se insurgiram contra.

Especialistas renomados questionaram o motivo de um tribunal que auxilia o Congresso na fiscalização das contas públicas dar a palavra final sobre fraudes bancárias de uma instituição cujo banqueiro tem amplas ligações com o Centrão.

E, agora, tudo que o TCU quer é sair dessa história preservando seu papel de interferir nas mais diferentes áreas do Estado – desse papel Vital do Rego não abriu mão.

Recuar totalmente da inspeção significaria reconhecer que o TCU não teria essa competência. Ainda fica a pergunta no ar de por que o TCU faz tanta questão de manter essa prerrogativa.

O BC concordou em baixar a temperatura política – afinal, o material a que o TCU deveria ter acesso já foi entregue ao tribunal. O restante está nas mãos do Ministério Público e da Polícia Federal. Já são sete inquéritos instalados.

Houve até um pedido de nota conjunta, que autoridade monetária negou. Se o TCU entrou nessa confusão, cabe a ele agora sair dela.

 

 

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