14 de janeiro de 2026
Politica

Caso Master: Investidora ‘enganada’ cobra R$ 307 mil de Vorcaro na Justiça

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é processado por uma investidora que cobra R$ 307 mil em prejuízos financeiros e danos morais pela derrocada da empresa. A médica Ariella Hasegawa alega ter sido “enganada” ao perder dinheiro em investimentos por causa da “gestão fraudulenta” do banco.

Também são alvos da ação judicial Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen, sócios de Vorcaro na companhia. Ainda não há decisão. Procurados, o Master, os executivos e a investidora não comentaram.

Documentos enviados pela médica Ariella Hasegawa ao Tribunal de Justiça de São Paulo mostram que, entre 2019 e 2024, ela investiu ao todo R$ 283 mil em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Master.

Com os rendimentos, o saldo era de R$ 507 mil até novembro passado, quando o banco teve a liquidação decretada pelo Banco Central e Vorcaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) só reembolsa cada investidor em R$ 250 mil, o que cobriria cerca de metade do prejuízo alegado por Hasegawa nos CDBs.

Master foi liquidado por ‘má administração deliberada’, diz investidora

Agora, a investidora cobra na Justiça R$ 257 mil pelo prejuízo financeiro e outros R$ 50 mil por danos morais. Ela sustenta que a liquidação do Master não foi causada por “crises econômicas” ou outros fatores imprevisíveis, mas por “má administração institucional deliberada, prática sistemática de fraudes e condutas criminosas” de Vorcaro e dos sócios, cujos bens foram tornados indisponíveis pelo BC.

“A derrocada do Master resultou exclusivamente da gestão inidônea, má administração institucional deliberada, prática sistemática de fraudes e condutas criminosas perpetradas pelos próprios controladores e administradores do banco, conforme amplamente demonstrado pela PF e pelo BC”, escreveu Hasegawa.

A médica ressaltou que não correu riscos ao investir em CDBs. “São produtos de renda fixa tradicionalmente considerados seguros no mercado financeiro brasileiro. O Master gerou aparência de solidez e rentabilidade que atraiu milhares de investidores de boa-fé”, completou.

‘Profundo abalo emocional e perda de confiança nas instituições financeiras’

Ao cobrar uma indenização por danos morais, a médica relatou que ficou abalada emocionalmente quando descobriu que foi “enganada” pelo Master.

“A descoberta de que foi enganada, de que seus recursos foram aplicados em instituição gerida fraudulentamente por organização criminosa que emitia títulos falsos e praticava crimes contra o sistema financeiro causou profundo abalo emocional, angústia, frustração, sentimento de impotência e perda de confiança nas instituições financeiras”, afirmou. Ela acrescentou que o impacto psicológico gerado pela perda de R$ 250 mil por fraude é “inegável”.

Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixa o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos (SP). Vorcaro usará tornozeleira eletrônica
Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixa o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos (SP). Vorcaro usará tornozeleira eletrônica

 

 

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